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FORA DE PAUTA

Diferentona

Tenho fotos de criança, no Litoral Norte gaúcho, ouvindo no walkman alguma fita cassete da família. Algo me diz que era Lulu Santos, mas não tenho como precisar, afinal, devia ter 4 ou 5 anos, e pode ser só a minha imaginação. (Ah, caso quem lê seja mais jovem e desconheça o referido aparelho, foi o pioneiro dos sons portáteis.) Na época, a criançada da minha idade era embalada por Sandy e Junior. A dupla era uma febre e claro que, mesmo não sendo meus artistas favoritos, conhecia todas as músicas, já que tocavam por toda parte.

Tenho convicção de que ser a caçula lá de casa interferiu totalmente no meu gosto musical. Na infância, além de Lulu, lembro que ouvia muito Legião Urbana, Skank, Jota Quest e Pato Fu, influenciada por meus irmãos. Dessa última banda, adorava a voz doce de Fernanda Takai. Lembro, certa vez, de um trabalho na escola em que tínhamos que desenhar nosso cantor ou cantora favorita. Desenhei Fernanda e tenho certeza de que ninguém mais na sala de aula fazia ideia de quem era a vocalista da banda mineira.

Era início dos anos 2000 e minhas amigas dançavam sem parar o hit Ragatanga, do grupo feminino Rouge. Mais uma vez, me sentia um pouco peixe fora d’água. Claro que conhecia as músicas que tocavam em qualquer festinha de aniversário infantil. Mas não dei chance para mais essa moda.

Minha mãe ouvia sempre os clássicos da MPB. No carro, os CDs se revezavam. Acho que os campeões na trilha sonora em viagens com destino ao Litoral eram o álbum Batuque, do Ney Matogrosso, e a coletânea Festivais, com os grandes sucessos do Festival de Música Popular Brasileira. Isso sem contar o repertório incrível da minha família materna. Neta do Almiro, cresci no meio das grandes rodas da família Hermes, também embaladas por clássicos da MPB e do samba.

Na adolescência, acompanhava os amigos e cantava os sucessos do pagode, funk e hip hop. Mas em casa, dava preferência para Ivete Sangalo, Marisa Monte e Ana Carolina. Pelas minhas referências, fica fácil imaginar que artistas internacionais não tiveram predileção.

Nesta semana, colegas do Portal Gaz lançaram uma enquete para saber quais shows nacionais os leitores gostariam de assistir na 37ª Oktoberfest. Os palpites não garantem, obviamente, a escolha. Em disparada, as duplas sertanejas se destacaram entre os internautas. Inegável que ocupam destaque no gosto popular e garantem sempre públicos recordes à festa – o que viabiliza o investimento no cachê.

A brincadeira foi estendida internamente aos colegas da Redação Integrada da Gazeta. Uma sugestão levantada – embora já reconhecendo sua falta de apoio popular entre a equipe – foi Jorge Ben Jor. Não demorou para o palpite ser classificado como atração para “os diferentões” durante a Festa da Alegria. O primeiro nome em que eu pensei foi Maria Rita. Bingo: sou “diferentona” também. De qualquer modo, dizem que “a tenteada é livre”. Sendo assim, se a Oktober quiser diversificar as atrações e selecionar algum dos nomes citados nesta coluna, não me oponho!

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