Com o gradativo aumento de pessoas mais idosas na população em diferentes nações, os temas etários têm se colocado na ordem do dia. E, na prática, o que tem sido enxergado ou avaliado mais sob uma perspectiva da capacidade produtiva dos indivíduos, de suas possíveis colaborações nas ações práticas do cotidiano, pode muito bem ser visto sob outro prisma: que é o da experiência, da habilidade, essa sim, de resolver, com conhecimento de causa e vontade, problemas imediatos. Tão importante quanto dispor de mão de obra jovem é ter indivíduos capazes de manter uma autonomia e um livre-arbítrio pelo máximo de tempo possível.
Um romance que acaba de ser lançado no Brasil pela editora Record permite refletir acerca dessas perspectivas. Quando os pássaros voam para o Sul, da sueca Lisa Ridzén, com tradução do gaúcho Guilherme da Silva Braga (336 páginas, a R$ 69,90), é uma ode ao direito de seguir em frente. Bo, o protagonista, tem 84 anos e reside sozinho em uma pequena cidade do interior da Suécia, depois que sua esposa foi transferida para uma casa de repouso. Sozinho em termos, pois tem a companhia de Sixten, seu fiel cão.
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Tudo segue relativamente bem, e Bo vive em sossego, até o dia em que seu filho, Hans, conclui que ele já não é mais capaz de cuidar de Sixten, e quer levar o cachoro. Começa então uma reviravolta a partir da qual Bo reelabora toda a sua rotina, e se empenha em mostrar que tem muito mais domínio e mais capacidade de decidir, por si, o que quer e como quer do que os de fora pensam. Quantas vezes, próximo de nós, não vemos ou não sabemos de situações similares. Dá o que pensar…
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