Conversa Sentada
Meu pai e eu (final)
Por uma graça divina que me salvou o futuro, consegui passar no vestibular de Direito da Ufrgs e daí em diante foi um abraço
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É advogado, pecuarista e magistrado aposentado. Assina a coluna Conversa Sentada, quinzenalmente, na Gazeta do Sul.
Por uma graça divina que me salvou o futuro, consegui passar no vestibular de Direito da Ufrgs e daí em diante foi um abraço
Foi aí que comecei a conhecer o Rio Grande ‘bagual’. Moradias diferentes das de Santa Cruz, pessoas com outra fisionomia, linguajar campeiro
De vez em quanto o pai me convidava para o acompanhar em pescarias lá para os lados de Encruzilhada e Rio pardo. Sempre ia uma turma de amigos
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Esse argumento, evocar minha mãe, a primeira feminista que conheci, foi o equivalente a uma bomba de nêutrons sentimental
Quando Paulo Brossard discursava no Congresso Nacional todos acorriam para o ouvir, num silêncio sepulcral
O povo parou para ouvir. Não tinham ideia dessa riqueza nossa. O cachê do músico é o silêncio. E aquele pessoal ouviu e só depois aplaudiu
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No Brasil, certo ou errado, os legisladores não confiam, em sua maioria, nos juízes de primeiro grau. Daí as bondades legais que nem na Suécia existem
Pensou em mandar um bilhetinho pelo garçom pedindo que lhe ligasse. Mas optou por esperar mais um pouco, enquanto fuzilava olhares
Tudo isso conduz a uma alegria inebriante de estar em paz, sem incômodos como carros com som alto, calor massacrante ou gente estressada no entorno
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Golfe em Santa Cruz? Ali onde meus amigos e eu íamos “roubar” bergamotas! Ali mesmo, que horror, onde caçávamos passarinhos
Mesmo com a geada e frio eles dormem ao relento, enrodilhados. Mas superatentos: sempre uma das orelhinhas em pé. Ao menor barulho já saltam e dão o alarme
A esperança não pode fenecer. Nosso país é maravilhoso.
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Não entre na conversinha fiada que é ‘careta’ não consumir drogas. ‘Careta’ é atirar a vida fora e ainda atingir a própria família
O senhor Lula faz pouco das autoridades judiciárias, proclama-se o mais honesto dos brasileiros, parece não aceitar que a lei valha para ele também
Ficou um alerta: a lógica do Judiciário não é a da política pouco séria. O Brasil vai mudar depois de todas essas lições de Direito!
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