A duplicação da RSC-287 não vai mudar apenas a circulação de veículos. Proprietários de médios e grandes empreendimentos instalados às margens da rodovia terão de regularizar e custear as adequações necessárias nos acessos às novas pistas. O governo do Estado assumirá apenas as intervenções destinadas a moradores, agricultores enquadrados na agricultura familiar e Microempreendedores Individuais (MEIs).
A definição foi tomada após diálogo entre o governo do Estado e lideranças da região. A medida incorporou ao contrato de concessão da RSC-287 a regularização dos acessos para esses segmentos, enquanto os demais empreendimentos permanecerão responsáveis pelas adequações.
Nos casos de residências, agricultura familiar e MEIs, a concessionária Rota de Santa Maria será responsável por elaborar os projetos dos acessos e encaminhá-los à Secretaria da Reconstrução Gaúcha, que fará a análise técnica e orçamentária antes da execução das obras.
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Já os médios e grandes empreendimentos não estão contemplados pela medida. Nesses casos, os proprietários deverão regularizar os acessos diretamente com a concessionária, conforme as exigências técnicas aplicadas à rodovia, como ocorre em outras concessões rodoviárias.
De acordo com a Rota de Santa Maria, os projetos de regularização dos acessos seguem um cronograma diferente das obras de duplicação. A situação ocorre porque a concessionária precisa cumprir os prazos previstos no contrato para a entrega das pistas principais, enquanto a inclusão dos acessos para moradores, agricultores familiares e MEIs foi definida posteriormente pelo governo do Estado.
Projetos em etapas diferentes
A diferença entre os cronogramas faz com que as obras das pistas principais e a regularização dos acessos avancem em etapas distintas. Os projetos destinados às entradas precisam passar por processos próprios de elaboração, aprovação, definição de orçamento e execução.
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A intenção da concessionária é aproximar os dois cronogramas nos próximos trechos que serão duplicados na RSC-287. O objetivo é integrar as obras de ampliação da rodovia e de regularização dos acessos para que as intervenções sejam concluídas de forma conjunta.
Durante o avanço das obras, alguns acessos poderão passar por mudanças temporárias ou enfrentar restrições de circulação. A situação está relacionada à largura limitada da faixa de domínio e às condições encontradas nos locais de trabalho, especialmente em períodos de chuva.
Segundo a concessionária, as equipes buscam reduzir os impactos por meio do diálogo com moradores e proprietários e da definição de alternativas quando uma intervenção afeta o acesso a uma propriedade.
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Fim das travessias diretas
A duplicação também vai mudar a forma de circulação ao longo da rodovia. Com a separação das pistas por barreiras físicas, moradores e motoristas deixarão de cruzar diretamente a RSC-287 em frente às propriedades para acessar o sentido contrário.
A troca de direção deverá ocorrer em locais específicos, como retornos, rótulas alongadas e viadutos. Em alguns casos, os usuários poderão precisar percorrer uma distância maior até encontrar um ponto adequado para realizar a manobra.
A nova configuração busca eliminar travessias em locais sem proteção, reduzir os conflitos entre veículos e diminuir o risco de colisões frontais. Com o novo modelo, a circulação ficará concentrada em dispositivos projetados para esse fim, aumentando a segurança em uma rodovia com pistas duplicadas e separadas.
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