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Envenenamento de animais provoca revolta em Rio Pardo

Desde o início deste ano a jornalista Maria José Mendes da Silva, 31 anos, perdeu três dos seus gatos no Bairro Guerino, em Rio Pardo. O último caso aconteceu no fim de setembro, quando Aurora – uma siamesa de um ano e meio – desapareceu. Como o animal não costumava sair de casa, e a partir do relato de vizinhos que tiveram bichos envenenados, a jornalista concluiu que sua gatinha teve o mesmo fim. Por isso, decidiu promover uma campanha para que as pessoas denunciem as situações de envenenamento à polícia.

Em frente à residência dos pais, onde ocorreram os casos, na Rua Ernesto Dornelles, ela fixou uma faixa alertando que envenenar animais é crime. “Para denunciar, a pessoa pode se dirigir à Delegacia de Polícia mais próxima ou à Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente”, alerta Maria. Ela também tem visitado vizinhos e publicado alertas nas redes sociais. Além do banner na frente de casa, fixou cartazes em postes.

O desaparecimento de Aurora aconteceu no dia 28 de setembro. Como reside em um apartamento, em Porto Alegre, ela deixa os animais sob o cuidado dos pais, Marizélia e Gustavo, em Rio Pardo. “Optei por deixá-los soltos em vez de presos em um apartamento. A Aurora só ficava no pátio de casa e não sabia subir em muros ou telhados. Ficava mais tempo dormindo dentro de casa ou no pátio.” A última vez que a gata foi vista foi na noite anterior.

No dia seguinte, só as outras duas gatinhas – Preta e Branca – apareceram. Na procura por Aurora, Maria fixou cartazes, ofereceu recompensa, fez buscas por vários locais, mas nada adiantou. “Não encontramos o corpo dela, mas temos certeza que foi envenenada, pois em janeiro e fevereiro outros dois gatos que eu tinha também sumiram dessa forma”. Maria conta que, após divulgar o fato nas redes sociais, recebeu o relato de outros moradores que tiveram animais envenenados na mesma semana. Três casos foram registrados no mesmo dia.

“Estamos muito tristes e com muito medo pelos nossos bichos que ainda estão vivos. Por quanto tempo, não sabemos.” Maria  espera que o autor seja identificado. “Minha intenção, além de encontrar essa pessoa, é fazer com que ela reflita sobre isso. E também que não faça mais.” A jornalista lamenta que esse tipo de prática ainda seja comum. “O meu objetivo é informar as pessoas. Alguns acham que podem fazer isso e que não vai acontecer nada.”

SAIBA MAIS

O que fazer?
Os animais envenenados normalmente alteram seu comportamento em pouco tempo. Dependendo da substância, apresentam sinais como defecação, vômito, alterações neurológicas, salivação, entre outros. Por isso, caso perceba esses sinais, leve seu animal o mais rápido possível até um veterinário. A chance de sobrevivência vai depender do veneno ou tóxico e também da quantidade que ele ingeriu. Quanto mais rápido o atendimento, maiores serão as chances de sobrevivência.

A pena
De acordo com o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (9.605/1998), praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, é crime com pena de detenção de três meses a um ano e multa. A pena é aumentada de um sexto a um terço se ocorrer a morte do animal.

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