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RIO GRANDE DO SUL

Estado antecipa ações diante de previsão de El Niño intenso em 2026

Foto: Alencar da Rosa/Banco de Imagens

O governo do Estado promoveu, nessa quarta-feira, 20, reunião com a Defesa Civil Estadual para atualização dos prognósticos climáticos para os próximos meses. O governador Eduardo Leite determinou a antecipação do fluxo de governança integrada com municípios sob maior risco de impactos climáticos diante do prognóstico de El Niño intenso a partir da primavera. Os dados mais recentes dos modelos meteorológicos indicam um rápido aquecimento do Oceano Pacífico, elevando para 83% a probabilidade de que a temperatura no Pacífico atingir entre 1,5 graus e 2 graus acima da média, o que caracterizaria um evento de intensidade comparável ao El Niño de 2015/2016.

A meteorologista da Defesa Civil, Cátia Valente, apresentou os dados que mostram um aquecimento acelerado do Pacífico: a temperatura saltou de -0,4 grau no final de 2025 para 0,5 grau já em maio deste ano, patamar que caracteriza o início da formação do El Niño. Além disso, o aquecimento anômalo do Oceano Atlântico aumenta a probabilidade de formação de frentes frias e ciclones extratropicais, fator que pode potencializar os impactos a partir do segundo semestre de 2026.

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A especialista comparou que, a partir das condições oceânicas atuais, o cenário, neste momento, é semelhante ao observado em 2023, embora ainda passível de alteração passado o período de transição do outono. No entanto, fez questão de destacar: o El Niño sozinho não permite afirmar que eventos climáticos extremos ocorrerão. As consequências dependem da combinação com outros fatores como bloqueios atmosféricos e frentes estacionárias, cuja previsão com meses de antecedência não é possível.

“Ainda não podemos dizer exatamente quais consequências teremos. Mas é certo que algum tipo de transtorno será enfrentado. Por isso, a antecipação é nossa principal ferramenta”, reforçou o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Boeira.

Governança integrada e reuniões com prefeitos

Diante do prognóstico, o governador determinou à Defesa Civil o início, nas próximas semanas, de um fluxo de Governança Integrada de Proteção. A medida vai intensificar o diálogo com os municípios que, com base em histórico de eventos extremos e em análises técnicas de meteorologia, hidrologia e geologia, apresentam maior risco e vulnerabilidade – um conjunto de cerca de 60 cidades.

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O marco inicial será uma reunião com os prefeitos dessas localidades nas próximas semanas, para compartilhar atualizações e diagnósticos personalizados sobre as áreas de maior risco em cada município. O objetivo é que os gestores municipais saiam do encontro em estado de atenção, alinhando desde já protocolos de preparação e acionamento dos planos de contingência diante da evolução dos prognósticos meteorológicos ao longo dos próximos meses. O passo seguinte à reunião geral inaugural deverá ser a realização de seminários regionais, com participação do governador em cada um deles.

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Tecnologia e preparação inédita

O Rio Grande do Sul está equipado para antecipar e responder a eventos climáticos. O efetivo técnico da Defesa Civil foi ampliado em quatro vezes. Um novo radar meteorológico já opera em Porto Alegre, e outros três foram contratados, com início de operação previsto para os próximos meses, o que vai assegurar cobertura total do território gaúcho.

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Além disso, o Estado também investiu, a partir do Plano Rio Grande, cerca de R$ 1 bilhão na aquisição de equipamentos e tecnologia para as forças de segurança, multiplicando a capacidade de pronta-resposta diante de eventos adversos.

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Com as novas ferramentas disponíveis, a Defesa Civil já pode antecipar, por meio de modelagem hidrodinâmica, o comportamento dos rios em áreas que concentram 60 municípios sob maior risco de inundações a partir do início dos eventos meteorológicos, orientando prefeituras e a população com maior precisão sobre quais localidades demandam remoção de famílias. Além disso, o órgão já dispõe de manchas de inundação mapeadas para essas cidades, com diferentes níveis de alcance conforme a cota prevista de elevação dos rios, permitindo ações de prevenção mesmo antes da chuva começar.

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Planos de contingência nos municípios

Outro avanço é a consolidação dos planos de contingência municipais. Diferentemente do cenário observado em 2023 e 2024, atualmente os 497 municípios gaúchos contam com planos estruturados de preparação e resposta a eventos climáticos extremos, com protocolos de atuação e orientações à população em situações de risco.

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