O governo do Rio Grande do Sul lançou o Prepara RS, um conjunto de medidas de prevenção e mitigação contra os impactos do fenômeno climático El Niño, previstos entre o segundo semestre deste ano e o início de 2027. O governador Eduardo Leite anunciou o aporte de R$ 32,9 milhões, que serão enviados diretamente aos municípios com histórico de eventos extremos por meio do Fundo Estadual de Defesa Civil.
Os repasses vão variar de R$ 200 mil a R$ 300 mil, conforme a população de cada cidade. O dinheiro deve ser aplicado em sistemas de monitoramento, equipamentos de alerta, drenagem urbana, sinalização de rotas de fuga e locais de abrigo. “Estamos trabalhando com antecedência para que o Estado esteja mais preparado. A prevenção salva vidas”, disse Leite durante cerimônia com prefeitos e equipes da Defesa Civil de 70 cidades. Dois decretos foram assinados para agilizar os repasses e criar mecanismos de gestão de crises.
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Uma das frentes do programa é a criação da Rede de Voluntariado em Defesa Civil, que contará com uma plataforma digital para cadastrar, treinar e mobilizar voluntários. A iniciativa visa a estruturar a mobilização espontânea observada nas enchentes de 2023 e 2024.
Além disso, a Região Metropolitana abrigará o complexo estadual de logística humanitária, integrado ao centro estadual da Defesa Civil. Com investimento de R$ 38,4 milhões, o local será responsável pelo armazenamento e pela distribuição de mantimentos em situações de calamidade.
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Planos de contingência e monitoramento
Todos os 497 municípios gaúchos contam hoje com planos de contingência, segundo o coordenador da Defesa Civil do Estado, coronel Luciano Boeira. Desse total, cerca de 80% dos documentos foram classificados com nível de qualidade entre médio e bom pela equipe técnica estadual – um avanço em relação a 2024, quando apenas 60 cidades tinham planos estruturados.
Na frente de monitoramento, a meteorologista da Defesa Civil Estadual, Cátia Valente, explica que o trabalho atual adota prognósticos climáticos em vez de previsões de impactos específicos. Os modelos indicam alta probabilidade de um El Niño de intensidade forte ou muito forte, com aumento gradual das chuvas e pico do fenômeno previsto para outubro.
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Comunicação e parceria com a ADI
A estratégia do governo gaúcho contra os efeitos do El Niño prevê também uma mudança cultural baseada na difusão de informação qualificada. Segundo o secretário estadual de Comunicação, Caio Tomazeli, o plano integra Estado, municípios, Defesas Civis e veículos de imprensa em um fluxo permanente para divulgar alertas, rotas de evacuação e planos de contingência.
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Dentro dessa articulação, os veículos regionais são considerados parceiros estratégicos. Em encontro com representantes da Associação dos Diários do Interior (ADI), Tomazeli destacou o papel de jornais, rádios e portais locais para aproximar as orientações técnicas da realidade das comunidades. O secretário reforçou o convite para que a entidade siga engajada na difusão das ações do Plano Rio Grande.
Por: Filipe Faleiro/Especial ADI
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