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OBJETIVA MENTE

Estou deprimido. E agora?

Estima-se que duas a cada dez pessoas terão Depressão Maior ao longo da vida. Desses 20% da população mundial, as mulheres têm duas vezes mais chance de desenvolver a doença do que os homens.

Se você acredita que está deprimido, a primeira pergunta que deve fazer é: tenho um motivo significativo na minha vida para estar deprimido? Se a resposta for não, procure ajuda profissional. Se sim, seja por problemas graves, motivos de saúde ou perdas recentes, você deve se fazer outra pergunta: meu sofrimento e prejuízo funcional são proporcionais ao que está acontecendo em minha vida? Se a resposta for sim e a duração for menor que duas semanas, é provável que não se trata de depressão.

Mas se a resposta for não e você está assim por mais de duas semanas, procure ajuda profissional. A chance de você estar deprimido é bastante grande. Mas e a quem recorrer? O que esperar do tratamento da depressão? Muitas dúvidas, fantasias, medos e receios ainda residem na cabeça das pessoas. Muitas vezes por desinformação e preconceito. Desde serem internados no hospício, passando por ficarem dopados ou viciados nos remédios, até fazerem o temido eletrochoque.

Existem diversos níveis de depressão, como leve, moderado, grave e grave com sintomas psicóticos. A gravidade da depressão depende do número de sintomas, grau de prejuízo no funcionamento diário na vida da pessoa e a presença de alucinações ou ideação suicida.

O ser humano é um ser biopsicossocial. Logo, o tratamento não pode ser restrito somente a um aspecto do ser humano. Então quem pensa que para tratar depressão basta tomar remédio, está enganado. Assim como quem acredita que tudo se resolve com conversa, também está. O tratamento da depressão deve abranger o uso de medicamentos (à exceção da depressão leve), psicoterapia sempre e mudança de hábitos de vida, como atividade física, mudanças nas atividades profissionais e nos relacionamentos interpessoais, entre outros. Em casos graves e refratários ao tratamento medicamentoso, podemos recorrer a novas combinações de medicamentos ou eletroconvulsoterapia.

Temperamento explosivo, estresse crônico, padrão de exigência inflexível e exagerado, bem como preocupações excessivas são fatores de risco. Aspectos genéticos também estão envolvidos na origem da depressão. Caso haja história familiar de depressão ou outros transtornos psiquiátricos, é recomendado redobrar os cuidados para evitar que essa vulnerabilidade se transforme em doença, principalmente no que tange a atividade física e estilo de vida.

Depressão Maior está associada ao suicídio, eventos cardiovasculares e síndrome pós-covid. Negligenciar os sintomas e o tratamento é algo grave e potencialmente fatal. Assim como tratar mal ou pela metade. Não espere. Não deixe os sintomas se agravarem e comprometer sua saúde e sua vida.

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