Santa Cruz do Sul acumulou um superávit de US$ 699,9 milhões na balança comercial entre janeiro e julho de 2026. O resultado coloca em evidência a força do município no comércio exterior. No período, foram US$ 772,3 milhões em exportações, mais de dez vezes o valor das importações, que somaram US$ 72,5 milhões.
Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que Santa Cruz ocupa a segunda posição entre os municípios que mais exportam no Rio Grande do Sul. O município responde por 7,2% de todas as vendas gaúchas ao exterior e fica atrás apenas de Rio Grande.
No ranking nacional, Santa Cruz aparece na 53ª posição. Embora represente 0,4% das exportações brasileiras, o município mantém um peso expressivo dentro da economia gaúcha.
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A corrente de comércio, que reúne exportações e importações, chegou a US$ 844,8 milhões nos primeiros sete meses do ano.
Tabaco responde por mais de 90% das exportações
A força exportadora de Santa Cruz do Sul está diretamente ligada à cadeia do tabaco. O produto não manufaturado representa 85,3% de tudo que o município exportou entre janeiro e julho.
Quando entram na conta os demais produtos manufaturados de tabaco, a participação chega a 90,8% de toda a pauta exportadora. Ou seja, mais de nove em cada dez dólares obtidos por Santa Cruz do Sul com vendas ao exterior vieram de produtos ligados ao setor. Os demais itens aparecem em proporções bem menores. Entre eles estão arroz, sementes para plantio, café, papel e pedras preciosas.
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Os números reforçam a posição histórica do município como um dos principais polos da cadeia fumageira no Brasil e mostram o peso do setor na geração de negócios internacionais.
Europa concentra a maior parte dos embarques
A concentração também aparece nos destinos das exportações. A Europa recebe cerca de dois terços das vendas externas de Santa Cruz do Sul. A Bélgica lidera entre os principais destinos e responde sozinha por 36,6% das exportações. Isso significa que mais de um terço das vendas externas do município segue para o país europeu.
A Polônia aparece na sequência, com 10,8%. Também figuram entre os principais mercados Vietnã, Panamá, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia.
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A distribuição mostra a presença de Santa Cruz do Sul em mercados de diferentes continentes, mas também confirma a forte concentração das vendas na Europa, especialmente para polos distribuidores de tabaco.
Município também importa produtos ligados ao setor
A cadeia do tabaco não domina apenas as exportações. Ela também tem forte presença nas importações realizadas pelo município. Tabaco não manufaturado e outros produtos de tabaco representam, juntos, 40,4% de tudo que Santa Cruz do Sul importou no período.
Outros dois grupos de produtos também chamam atenção pela ligação com a cadeia produtiva. Pastas e fibras têxteis, utilizadas em filtros, respondem por 12,3% das importações. Papel e cartão revestidos representam outros 11,3%.
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Somados, esses grupos representam quase 64% de tudo que o município comprou do exterior. Os dados mostram uma cadeia produtiva que também busca fora do país matérias-primas e insumos industriais para abastecer a produção local.
Santa Cruz se destaca pelo superávit comercial
A posição de Santa Cruz do Sul no ranking gaúcho também chama atenção pela diferença entre o que o município exporta e o que importa. Com US$ 772,3 milhões em vendas externas e US$ 72,5 milhões em compras internacionais, o município registrou um dos maiores saldos positivos entre os principais exportadores do estado.
O perfil é diferente de outros polos gaúchos, que movimentam grandes volumes tanto nas exportações quanto nas importações. Em Santa Cruz do Sul, a balança comercial tem como principal característica o forte peso das vendas ao exterior.
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