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PROCESSO PRODUTIVO

Expedição Os Caminhos do Tabaco: passado e inovação se unem no interior

Salino e Dourado são os dois bois da propriedade do casal Danrlei e Camila Frantz, que auxiliam na preparação da lavoura | Foto: Alan Toigo

Os robôs estão por aí e fazem parte do cotidiano. Eles ocupam lugares dentro das indústrias, respondem aos clientes em centrais de atendimento e aspiram o pó das casas. O caminho para essa evolução é irreversível. Existem setores, no entanto, em que as inovações tecnológicas chegaram, mas não cabem a todos os processos.

A cadeia produtiva do tabaco é um exemplo. Na propriedade de Danrlei Frantz, de 29 anos, e Camila Lopes Frantz, 27, na Travessa Bressler, em Alto Boa Vista, interior de Santa Cruz do Sul, Salino e Dourado, dois bem tratados bovinos, garantem boa parte do trabalho na lavoura. Auxiliam no trato com a terra e, depois, no momento de carregar a colheita até o galpão.

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O terreno é muito íngreme e inviabiliza a utilização de trator ou de outro equipamento tecnológico, que pudesse auxiliar nos resultados. Mas se engana quem pensa que Danrlei e Camila são avessos às inovações. Eles adquiriram a estufa de carga contínua, que minimiza o esforço, ampliando a qualidade de vida dos produtores.

Eles estão na quarta safra no local, que é dedicado ao tabaco há décadas, já tendo passado por dificuldades como granizo, que chegaram a fazê-los repensar sobre a permanência na propriedade. Optaram por ficar, e os resultados positivos têm aparecido.

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Atenta às lições passadas entre as famílias, nova geração do campo investe em tecnologias | Foto: Alan Toigo

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Carga contínua fez a diferença no dia a dia

A estufa de carga contínua é um equipamento que demanda investimento alto para o produtor. Em alguns casos, ele consegue facilitar a aquisição com o suporte da empresa com quem estabelece regime de integração. Possibilita a secagem em módulos, com menor quantidade de folhas, o que faz com que a colheita seja diária, mas mais leve.

Em Alto Rio Pequeno, Sinimbu, o casal Evandro Alberto Mueller, de 32 anos, e Júlia Mara de Carvalho Mueller, 29, já percebeu os resultados. É a primeira safra com a estufa e puderam deixar de contratar mão de obra externa. Atuam em duas áreas de 15 hectares, mas a metade é destinada a reflorestamento ou área de preservação.

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Na safra deste ano, que já foi toda colhida, haviam cultivado 55 mil pés (mais 25 mil dos pais de Evandro); pretendem ampliar o plantio para o ciclo 2026/27.

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