O curta-metragem Zila, dirigido por Kaya Rodrigues e filmado em Santa Cruz do Sul, foi selecionado para o Panorama Brasil da 9ª Mostra Sesc de Cinema. A produção está entre as 52 obras escolhidas em todo o País e será exibida em diferentes cidades brasileiras ao longo dos próximos 12 meses.
A seleção foi divulgada nesta semana pelo Serviço Social do Comércio (Sesc). Neste ano, a mostra recebeu mais de 1,9 mil inscrições e escolheu apenas uma obra gaúcha para integrar o circuito nacional. Além do Panorama Brasil, Zila também faz parte do Panorama Rio Grande do Sul, que reúne outras 13 produções do Estado.
Produção destaca presença negra no interior gaúcho
Ao comentar a escolha de Zila, os curadores do Panorama Rio Grande do Sul, Bianca Zasso e Daniel Rodrigues, destacaram que o filme contribui para ampliar o debate sobre identidade e ancestralidade ao apresentar uma perspectiva pouco difundida sobre a população negra no Estado.
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Conforme os curadores, a obra, filmada em Santa Cruz do Sul, mostra a vida rural sob a ótica da população negra e ajuda a desconstruir a ideia de que o Rio Grande do Sul possui uma formação homogênea do ponto de vista étnico e cultural.
Exibições serão gratuitas
A Mostra Sesc de Cinema é considerada uma das principais iniciativas de fomento ao cinema independente no Brasil. O projeto busca ampliar a circulação de produções que, muitas vezes, têm poucas oportunidades de exibição fora do circuito de festivais.
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A agenda de exibições e as cidades que receberão as sessões ainda serão definidas pelo Sesc/RS nas próximas semanas. Todas as apresentações terão entrada gratuita.
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Além de Zila, o Panorama Rio Grande do Sul contará com os filmes Quando a Gente Menina Cresce, de Neli Mombelli; A Tempestade, de Diego Müller; Arcelia, de Jennifer Ribeiro e Gabriel Pontes; Banho Maria, de Gabriel Faccini; Fúrias, de Nica Maleoa; Gambá, de Maciel Fischer; Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa; Manoel e Betinha, de Marta Haas; O amanhã de ontem, de Fabrício Koltermann; O pente, de Alisson Affonso; O véu, de Gabriel Motta; Para não ser levada por qualquer ventania, de Eleonora Loner; e Trapo, de João Chimendes.
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