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CLIMA

Frio é bom para árvores frutíferas, mas requer cuidados

Foto: Rafaelly Machado

Na propriedade de Travessa Kipper, em Santa Cruz, três espécies de bergamota são cultivadas: Satsuma, Ponkan e Montenegrina

A meteorologia alerta que há previsão de “geadas amplas, que podem chegar com forte intensidade em algumas áreas, em todo o interior do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além do sul e sudoeste do Paraná; e com menores chances, de forma mais pontual e de menor intensidade, entre o noroeste do Paraná e o extremo sul do Mato Grosso do Sul”.

A chance de ocorrência de geada intensa deixou em alerta alguns setores da agricultura. A Prefeitura de Rio Pardo emitiu uma nota ainda nessa segunda-feira, 26, em que a Secretaria de Desenvolvimento Rural orienta aos produtores de tabaco não fazer o transplante de mudas nesta semana. O setor orienta aos agricultores aguardarem até sábado, 31, quando o clima deve voltar à normalidade.

O cultivo de hortaliças também pode sofrer pelas temperaturas em queda. A alface e o repolho, por exemplo, podem ser queimados pela geada, diminuindo a oferta por até duas semanas. Outra preocupação se relaciona com parte das lavouras de trigo, que ficará exposta a geada forte a partir de agosto ou setembro. Neste momento, em julho, a cultura ainda está em fase vegetativa no Estado, o que reduz os riscos de danos.

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A Emater/RS-Ascar informou que a previsão de uma massa de ar polar nos próximos dias, na Serra Gaúcha, não deve ser motivo de preocupação para os produtores de frutas de clima temperado, exceto para aqueles com pomares de frutíferas superprecoces, sem sistema de irrigação antigeada. O engenheiro agrônomo Enio Ângelo Todeschini explica que o frio no momento certo, ou seja, no inverno, é bem-vindo, pois as frutíferas de clima temperado precisam de 50 horas a mais de mil horas de frio abaixo de 7,2 graus, variando conforme a espécie e variedade.

O frio é necessário para a dormência dessas plantas frutíferas, a fim de que elas suportem os riscos de danos das baixas temperaturas. Ao mesmo tempo, é indispensável para a superação dessa fase de dormência e início de um novo ciclo vegetativo e reprodutivo.

De acordo com Todeschini, o frio acumulado de maio até agora já ultrapassou a média histórica, e essa nova onda de frio deverá trazer mais benefícios do que prejuízos. Mas, como esse frio tem sido alternado com picos de calor, algumas variedades superprecoces na região – especialmente pessegueiros, já em frutificação – poderão ser afetadas se houver geadas de forte intensidade em pleno inverno, afetando a produtividade dos pomares. “Normalmente o risco seriam as geadas tardias, após meados de agosto”, ele esclarece, destacando que a ocorrência de neve é menos prejudicial do que geadas de forte intensidade.

Segundo Todeschini, a recomendação é retardar ao máximo a poda de inverno de produção e não despontar os carregadores, por mais compridos que sejam. Além disso, os produtores que possuem sistema anti-geada instalado, por meio de irrigação por aspersão, devem reforçar a reserva de água nas propriedades, para utilizar em caso de emergência. Isso porque, para evitar o congelamento das plantas, é necessário o uso ininterrupto de dez a 12 horas de irrigação em cada noite de previsão de geada intensa.

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