Santa Cruz do Sul e o Vale do Rio Pardo ingressaram em 2026 com alguns importantes projetos ou planos de desenvolvimento no horizonte. Há obras em andamento, outras a serem retomadas, várias por iniciar, e muitas no âmbito da mobilidade (urbana e regional), o que propiciará ambiente de melhor fluxo nos deslocamentos (de pessoas e produtos) dentro da cidade e de uma para outra. Mas também permanece um olhar muito atento em relação a iniciativas que assegurem maior e melhor produção agrícola e industrial (inclusive no universo das tecnologias de vanguarda e da automação), o que reverterá em economia aquecida no comércio e na prestação de serviços. E, claro, no inesgotável turismo.
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Em ocasiões anteriores a Gazeta, por suas diversas mídias, já salientou o projeto visando a constituição de um geoparque com o aval da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que estaria centrado no patrimônio natural da região em paleontologia, geologia e ecossistema diferenciado. Esse movimento, liderado pela Associação de Turismo da Região do Vale do Rio Pardo (Aturvarp), a cada mês mais se consolida (e, com isso, se aproxima de seus propósitos, agregando novos entusiastas e parceiros). O primeiro gesto necessariamente tem de partir das próprias comunidades, simbolizadas pelas prefeituras e por seus gestores públicos, mas a sociedade como um todo (as demais entidades, os organismos dos segmentos de indústria, comércio e serviços) deve ser interessada direta no tema.
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Na edição deste fim de semana, 17 e 18 de janeiro, a Gazeta do Sul recupera o caminho já trilhado até o momento, ouve os que lideram as ações e indica alguns dos atrativos que se inserem no contexto de um Geoparque Triássico. Mas, mais do que isso, consulta profissionais que, nesse momento, estão à frente de um parque similar já concretizado no Rio Grande do Sul, o da Quarta Colônia, cuja sede administrativa foi estabelecida em Faxinal do Soturno. Confirmado pela Unesco em 2023, é um dos três hoje existentes em território gaúcho, e um dos seis no Brasil. Pode haver quem emita a opinião de que um geoparque tenderia a limitar ou engessar algum tipo de projeto futuro em razão do compromisso inerente de conservação dos recursos naturais. Porém, restará óbvio: os que adotarem tal posicionamento talvez nem se constranjam ou nem se deem conta de quanto se colocam a descoberto no sentido de seus interesses imediatistas, exploratórios, contrários à preservação. Significaria quem sabe que tais “lideranças” estariam muito pouco preocupadas com preservação de patrimônio natural, e mais interessadas talvez em dilapidá-lo?
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Sobre as vantagens que um geoparque representa ao progresso de uma região (como alavanca de desenvolvimento sustentável), bastaria visitar um dos parques hoje existentes, sendo o mais próximo o da Quarta Colônia. Ali se poderá testemunhar a fantástica fábrica de fomento à economia regional, com vantagens e benefícios compartilhados entre todos os setores, que ele representa. A Gazeta ouviu igualmente o núcleo responsável pelos geoparques junto à Secretaria Estadual de Turismo, e mais uma vez tem-se ali indicadores que deveriam entusiasmar a região a ir em busca da chancela da Unesco o quanto antes. Será (porque efetivamente será) mais uma bela e formidável notícia que a Gazeta terá a honra e a alegria de compartilhar no futuro. Bom final de semana!
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