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Amparada em um parecer da Procuradoria-Geral, a prefeita Helena Hermany (PP) determinou o afastamento preventivo de Vanir Ramos de Azevedo e Leandro Kroth das funções que vinham ocupando junto à Unidade Central de Controle Interno. Servidores de carreira, eles foram secretários municipais durante o governo Telmo Kirst (PSD). O parecer, porém, apontou que a legislação impede que técnicos de controle interno tenham filiação partidária. Vanir é filiado ao Republicanos, enquanto Kroth é filiado ao PSD. Ambos concorreram a vereador no ano passado.

Sob análise
O despacho assinado por Helena no dia 8 de fevereiro, ao qual a Gazeta teve acesso, prevê o afastamento por 60 dias. Durante esse período eles ficam designados para outras funções, sem prejuízo de salário. A Secretaria de Administração instaurou processos disciplinares para apurar a conduta dos dois, nos quais eles terão direito a defesa.

Nada pessoal
À Gazeta, o secretário municipal de Administração, Edemilson Severo, disse que se trata de uma discussão técnica e negou qualquer perseguição política. Vanir esteve envolvido no caso da suposta expulsão de Helena Hermany de seu gabinete em março de 2019.

Na fila
A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça deve julgar em breve o recurso de apelação do ex-vereador Paulo Lersch, condenado em primeira instância no ano passado. O motivo é um esquema de “rachadinha” identificado na Câmara. A defesa tenta anular a sentença, sob argumento de que parte das provas só chegou ao Judiciário após a condenação. O julgamento da apelação chegou a ser marcado para o último dia 25, mas foi retirado de pauta a pedido do advogado de Lersch, Ezequiel Vetoretti, para fazer sustentação oral. Agora, aguarda-se a definição de uma nova data.

Não deu
A juíza Letícia Bernardes da Silva, da 3ª Vara Cível de Santa Cruz, julgou improcedente uma ação ajuizada pelo ex-vereador Marcelo Diniz (DEM) contra o atual líder do governo na Câmara, Henrique Hermany (PP). Diniz acusava Henrique de tê-lo ofendido em uma entrevista na qual criticou o fato de ter assumido uma cadeira na bancada do PP como suplente, mesmo após ter trocado de partido. Na ocasião, Henrique chegou a afirmar que o ex-correligionário deveria ter “vergonha na cara”.

Faz parte
Na sentença, porém, a magistrada afirmou não ter constatado, na fala de Henrique, “qualquer particularidade que pudesse transcender o limite da crítica” à conduta de Diniz. “E a crítica faz parte da vida humana em sociedade, deve ser aceita por todos e muito mais pelos que desempenham funções especiais”, diz a decisão. Diniz, que ainda pode recorrer, pleiteava indenização de R$ 15 mil.

Distinção
Responsável pela Operação Feudalismo, que levou à prisão de um vereador e à cassação de outros três nos últimos anos, o promotor de Defesa Comunitária, Érico Barin, deve receber da Câmara o título de Cidadão Santa-cruzense. Um projeto de decreto com esse objetivo foi protocolado nessa semana pelo líder de governo, Henrique Hermany (PP).

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