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SISTEMA 3As

Governo do Estado divulga novo aviso para região de Capão da Canoa

Movimento no Parque Náutico de Capão da Canoa no fim de agosto | Foto: Bernardo Zamperetti/Prefeitura de Capão da Canoa

Em reunião do Gabinete de Crise desta quarta-feira, 6, o Grupo de Trabalho de Saúde (GT Saúde) divulgou a emissão de um Aviso para a região Covid de Capão da Canoa, que já havia recebido um na semana passada e foi novamente advertida, devido à piora em indicadores da pandemia. O Aviso é o primeiro passo do Sistema 3As de Monitoramento, com o qual o governo do Estado gerencia a pandemia no Rio Grande do Sul. Segundo os técnicos do GT Saúde, as regiões de Novo Hamburgo e Passo Fundo, que receberam Aviso na semana passada, registraram estabilização dos dados, e as demais 18 regiões Covid também estão em situação estável, sem necessidade de advertência.

Capão da Canoa apresentou piora em indicadores como casos confirmados e óbitos, o que demonstra a necessidade de redobrar a atenção para o quadro da pandemia e adotar medidas para conter o crescimento. A situação é ainda mais delicada por se tratar de uma região em que o fluxo de pessoas deve aumentar com a proximidade do verão e do fim do ano.

“O fato de, entre três regiões, duas terem apresentado estabilização dos indicadores após os Avisos e não terem necessidade de receberem uma nova notificação, demonstra que o Sistema 3As funciona. Agora, nossas equipes vão acompanhar ainda mais de perto a situação de Capão da Canoa, para prestar a assistência necessária em busca de frear a curva dos indicadores”, destacou o governador em exercício, Ranolfo Vieira Júnior, que comandou a reunião do Gabinete de Crise.

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A região de Capão da Canoa teve na última semana uma incidência de 239,5 casos confirmados por 100 mil habitantes, representando um aumento de 44,1% frente à semana anterior. Isso levou Capão da Canoa a alcançar o pior índice entre as 21 regiões Covid, com taxa 157,8% superior à média estadual. Nos sete dias anteriores a 14 de setembro, foram registrados 367 casos confirmados. Nos últimos sete dias, até 4 de outubro, foram 951 casos.

Em relação a óbitos, a região de Capão da Canoa apresentou taxa de mortalidade acumulada na semana de 3,02 óbitos por 100 mil habitantes, representando um aumento de 9,1% frente à semana anterior. A taxa também é a pior do Rio Grande do Sul, sendo 101,1% superior à média estadual. Ao longo da última semana, Capão da Canoa também teve um aumento de 125% de internações em leitos clínicos, entre suspeitos e confirmados. Entre 20 de setembro e 4 de outubro, o número de internados passou de 7 para 27.

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Vacina pode mudar situação

Segundo os técnicos do GT Saúde, não houve, ainda, sugestão para o Gabinete de Crise emitir Alerta para Capão da Canoa. Os indicadores seguirão sendo monitorados e, caso os números sigam aumentando, o Sistema 3As poderá exigir novas medidas. “A vacinação vai ser fundamental para reverter a situação da região. Até porque, ao analisarmos os dados mais de perto, podemos observar que 45,5% das pessoas hospitalizadas por Covid-19 no último mês e residentes na região de Capão da Canoa estavam com o esquema vacinal incompleto e 83% dos casos na faixa etária acima de 60 anos eram não vacinados ou que não haviam recebido a segunda dose necessária para proteção”, afirmou a chefe da Vigilância Epidemiológica do Centro de Vigilância em Saúde (CEVS), Tani Ranieri.

Tani destacou a importância de as pessoas com 60 anos ou mais tomarem a dose de reforço da vacina contra Covid, pois estudos mostram que, após seis meses da administração do esquema primário de imunização, há uma queda dos anticorpos, evidenciando a necessidade de revacinação.

Região

A R28, que compõem os municípios de Santa Cruz do Sul, Candelária, Gramado Xavier, Herveiras, Mato Leitão, Pantano Grande, Sinimbu, Rio Pardo, Passo do Sobrado, Vale do Sol, Vale Verde, Venâncio Aires, Vera Cruz, recebeu o último alerta em 13 de julho, devido ao aumento do número de hospitalizações na época. Desde então, não houve variações especialmente preocupantes nos indicadores e a R28 segue sem novos avisos.

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• Acesse os dados e históricos das regiões Covid.

Jogo-teste no Alfredo Jaconi vai servir para avaliar protocolos

Além dos indicadores, o Gabinete de Crise debateu pedidos de mudanças em protocolos e autorização de eventos. Uma das deliberações foi sobre a realização de um jogo-teste, já divulgado na semana passada, para analisar protocolos adaptados a estádios onde não há locais demarcados com cadeiras, o que é exigido no novo decreto para ampliar o público.

Foi confirmado que o teste será em 9 de outubro, no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, que tem espaços híbridos, com cadeiras e arquibancadas, obedecendo às seguintes regras:

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  1. Público exclusivamente sentado (o que deverá ser cobrado e fiscalizado durante toda a partida).
  2. Apresentação de comprovante de vacinação de acordo com calendário de vacinação estadual para público e trabalhadores (Informe Técnico CEVS/SES 16/2021).
  3. Teto de ocupação de público: até 30%, com uso principal de espaços com cadeiras.
  4. Após esgotados os espaços com cadeira, uso complementar de arquibancadas, com ocupação máxima de 30%, com garantia de distanciamento mínimo de 1 metro em todas as direções entre grupos de até três pessoas (devendo haver marcação no piso e uso intercalado de fileiras, com isolamento).
  5. Presença de monitores para fiscalização do cumprimento dos protocolos de distanciamento e uso de máscara da proporção de 1 para cada 100 pessoas no espaço destinado às arquibancadas.
  6. Presença de monitores para fiscalização do cumprimento dos protocolos de distanciamento e uso de máscara da proporção de 1 para cada 150 pessoas no espaço destinado às cadeiras.
  7. Já que o público total esperado é superior a 2.500 pessoas, é necessária autorização do município sede e da região por no mínimo 2/3 dos municípios da região Covid ou do Gabinete de Crise da região Covid correspondente.

O Gabinete de Crise ainda lembrou que está valendo a regra de transição às atividades que tiveram flexibilização dos protocolos. É possível permanecer utilizando os protocolos anteriores – respeitando todas as regras – até 17 de outubro. No entanto, para ampliar público ou abrir pista de dança, por exemplo, os estabelecimentos deverão exigir comprovação de vacina e/ou testagem e os empreendimentos devem seguir as novas regras conforme o Decreto 56.120, publicado na 3ª edição do Diário Oficial do Estado (DOE) de sexta, 1°.

LEIA MAIS: Amvarp aprova liberação das pistas de dança

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