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JANE BERWANGER

Início de ano: por que o planejamento previdenciário também precisa entrar na agenda

O início de um novo ano costuma ser um momento de pausa e reflexão. É quando muitas pessoas reorganizam prioridades, definem metas, ajustam rotas profissionais, planejam investimentos, viagens e até mudanças pessoais. Trata-se de um período simbólico, marcado pela ideia de recomeço e pela tentativa de colocar a vida em ordem. No entanto, em meio a tantos planos, um tema essencial ainda costuma ficar em segundo plano: o planejamento previdenciário.

A previdência social faz parte da vida de praticamente todos os trabalhadores, mas raramente é encarada como algo que exige estratégia e organização ao longo do tempo. Para muitos, a aposentadoria parece distante demais para merecer atenção no presente. Para outros, há a falsa impressão de que tudo já está resolvido pelo simples fato de contribuir mensalmente. A realidade, porém, é bem diferente. As regras previdenciárias são complexas, mudam com frequência e produzem efeitos muito distintos dependendo das escolhas feitas ao longo da vida laboral.

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Planejar a previdência não significa apenas pensar no momento da aposentadoria. Trata-se de compreender a própria trajetória profissional, identificar riscos, avaliar alternativas e tomar decisões conscientes que podem impactar diretamente o valor do benefício, o tempo necessário para se aposentar e até mesmo a proteção da família em situações de incapacidade ou morte. Assim como ninguém organiza o orçamento do ano sem analisar receitas e despesas, também não faz sentido deixar o futuro previdenciário entregue ao acaso.

Uma das grandes vantagens do planejamento previdenciário é a previsibilidade. Ao conhecer as regras aplicáveis ao seu caso, o trabalhador consegue visualizar cenários possíveis, comparar datas, valores e estratégias. Isso permite corrigir falhas a tempo, evitar surpresas desagradáveis e, principalmente, tomar decisões com base em informação qualificada. Muitas pessoas só descobrem problemas quando já estão próximas de se aposentar, momento em que as possibilidades de ajuste são muito menores.

Outro ponto relevante é a economia financeira. Um planejamento bem feito pode evitar contribuições desnecessárias, orientar sobre o melhor momento de contribuir, indicar se vale a pena complementar períodos ou, ao contrário, interromper pagamentos que não trarão retorno. 

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O planejamento previdenciário também se mostra especialmente importante em trajetórias profissionais marcadas por informalidade, atividades rurais, períodos de contribuição intercalados ou mudanças frequentes de regime. Nessas situações, a reconstrução da história laboral exige cuidado, organização documental e estratégia jurídica. 

O início do ano, portanto, é uma oportunidade valiosa para incluir o planejamento previdenciário na lista de prioridades. Assim como se define um plano financeiro, um planejamento profissional ou metas pessoais, olhar para a previdência é um gesto de responsabilidade com o próprio futuro e com a segurança da família. 

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Planejar é, em essência, cuidar. E cuidar da previdência é garantir que o trabalho de hoje se transforme em proteção e dignidade amanhã. Incluir esse tema nas reflexões de início de ano é um passo importante para quem deseja construir um futuro mais seguro, previsível e alinhado com seus projetos de vida.

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