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Prefeitura de Santa Cruz precisa devolver oito caminhões; entenda

Foto: Rodrigo Assmann

Subsecretário Dilson de Siqueira e Carlão apontam os transtornos para as obras

“Uma surpresa desagradável.” É dessa forma que o secretário municipal de Obras e Infraestrutura, Francisco Carlos Smidt, classifica a notícia recebida de que a pasta terá que devolver oito caminhões da frota. O comunicado chegou à Prefeitura em 19 de janeiro. Desde então, os veículos estão parados no pátio da Secretaria e não podem mais circular.

Da marca Iveco, ano de 2014, os utilitários com valor global de R$ 1.889.600,00 foram adquiridos no primeiro mandato do ex-prefeito Telmo Kirst, falecido em 2020. O processo, segundo a Procuradoria Geral do Município, tramita há cerca de dez anos.

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“A ação foi movida pela Prefeitura, pois os veículos não atenderam às condições do edital da licitação”, informou a pasta. No entanto, não houve determinação judicial para que o Município fizesse a devolução à Iveco Caminhões. Atualmente operando sob o nome CNH Industrial, a empresa alegou processo que havia atendido aos requisitos técnicos. Contudo, o Município obteve parecer favorável da Justiça sobre as exigências do edital.

O procurador Rogério Moura Pinheiro Machado explica que a Prefeitura, por não ter recebido os caminhões de acordo com os critérios do edital, deixou de fazer o pagamento. Agora, depois de trânsito em julgado da ação, não cabendo mais recurso, será preciso devolver. “Que fique claro que não é o Município que foi condenado a devolver os caminhões. Foi a empresa Iveco, que hoje se chama CNH Industrial, que foi condenada a retirar os caminhões do pátio da Secretaria de Obras”, esclareceu Machado.

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Trabalho fica comprometido, diz secretário

O secretário Carlão Smidt lamenta que a operação diária da secretaria fique severamente prejudicada com a redução na frota. Ele classifica essa situação como “um problema seríssimo” neste começo de ano. Afinal, são oito caminhões que estão fora de operação.

“A atividade da Secretaria abrange 100% do município, na área urbana e todas as subprefeituras no interior, que também eram atendidas pelos caminhões.” Segundo ele, o restante da frota é mais antigo e não tem o mesmo desempenho.

Subsecretário Dilson de Siqueira e Carlão apontam os transtornos para as obras | Foto: Rodrigo Assmann

“Temos caminhões com mais de 30 anos de uso, de 1988, se não me engano. Não se pode exigir deles a mesma dinâmica de um veículo mais novo. Mesmo com dez anos de estrada, os que serão devolvidos estavam em perfeito estado”, ressalta.

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As demandas, segundo o secretário, são intensas. Somente em 2025 foram mais de 1,5 mil protocolos, a maioria relacionada à drenagem. “As máquinas são importantes, mas muitos trechos exigem a colocação de cascalho e base para que a chuva não leve o material embora. Sem os caminhões, o transporte fica inviabilizado”, afirma.

Francisco Carlos Smidt, secretário municipal de Obras e Infraestrutura: “O recolhimento dos veículos é uma surpresa desagradável que impacta diretamente nosso serviço. Mas isso não nos desanima; seguiremos buscando oferecer o melhor para a comunidade com as condições que temos. É o desafio de fazer mais com menos” | Foto: Rodrigo Assmann

Alternativas

Uma das alternativas avaliadas é a terceirização. Mas, segundo Carlão, nem sempre empresas conseguem atender, priorizando serviços particulares até em virtude da burocracia na área pública.

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O prefeito Sérgio Moraes lamenta a situação e salienta que a administração busca soluções. “E agora, como faço? O interior precisa de equipamentos, de máquinas, e eu estou tentando alugar caminhões para suprir essa demanda. É difícil conseguir de uma hora para outra.”

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O prefeito adianta que novos veículos precisarão ser adquiridos. “Teremos de buscar recursos não previstos e abrir licitação. Infelizmente, a comunidade é quem perde, mas trabalharemos para encontrar uma saída rápida para essa crise.”

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Frota atual de caminhões

  • Na sede – um caminhão trucado (12m³) e dois tocos (7m³ cada)
  • Linha Santa Cruz – nenhum
  • Boa Vista – um truck e um toco
  • Rio Pardinho – um toco
  • Alto Paredão – dois trucados
  • Monte Alverne – um truck e um toco
  • Secretaria de Serviços Públicos – um trucado e um toco

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