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No programa Nós por Elas, meninas do campo dão seu recado

Participantes receberam o certificado na última quinta-feira, entregues pelo Instituto Crescer Legal e Unisc | Foto: Junio Nunes

As reflexões e pesquisas de quatro jovens adolescentes que vivem em localidades rurais deram origem aos boletins de rádio que agora começam a ser divulgados nas programações de rádio de entidades parceiras e no site do Instituto Crescer Legal. É possível ouvir as matérias nas vozes de Hayssa Nathália da Silva Severo, de Sinimbu; Janaina Isabel da Cruz, de Vale do Sol; Luana Schmidt Jochims, de Passo do Sobrado e Suzan Gabrielle da Mota Thomas, de Vera Cruz.

Elas fazem parte da quinta edição do Programa Nós por Elas – A voz feminina do campo, que oportuniza às egressas do Programa de Aprendizagem Profissional Rural do instituto continuarem o seu aprimoramento pessoal por meio de aprendizados relacionados à produção e gravação de programas de rádio e de reflexões sobre a condição feminina no campo.

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Os boletins têm como temas a mulher nos espaços de decisão, violência psicológica contra a mulher e a mulher e o envelhecimento. Entre agosto e outubro, elas realizaram atividades de pesquisas, sendo parte dos estudos a coleta de informações nas suas comunidades e parte em encontros presenciais com profissionais do curso de Comunicação Social da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).

As participantes do Nós por Elas receberam seus certificados na última quinta-feira, entregues pelo diretor presidente do Instituto Crescer Legal, Iro Schünke, e pela reitora da Unisc, Carmen Lúcia de Lima Helfer. Segundo Schünke, o Nós por Elas é uma das ações do instituto que visam dar oportunidades para que as jovens cresçam, se desenvolvam e vislumbrem as oportunidades de construir seu futuro, além de falar em nome das suas comunidades e das mulheres do campo.

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“As meninas surpreendem com habilidade e desenvoltura na comunicação por rádio”, elogiou. E a reitora Carmen Lúcia acrescentou que as garotas aprendem sobre relacionamento interpessoal e trabalhar em grupo e convivem no ambiente da universidade. “Que as meninas do Nós por Elas de 2021 sejam inspiração para outras que possam se inscrever para a edição do próximo ano”, enfatizou. Para as meninas, receber o certificado representou a confirmação de que estão preparadas para falar em nome das mulheres do campo.

Luana Jochims disse que os aprendizados foram importantes, especialmente sobre a história da mulher na humanidade. Janaina da Cruz enfatizou as amizades construídas. Suzan Thomas comentou que foi gratificante perceber a importância de um bom relacionamento interpessoal. E Hayssa Severo lembrou da importância de levar conhecimento para as comunidades de uma forma simples. Já a educadora social Maria da Graça Vieira salientou que é um privilégio perceber as meninas indo além.

Chance para transformar

Segundo a gerente do Instituto Crescer Legal, Nádia Solf, o Programa Nós por Elas está consolidado como uma excelente oportunidade para que as meninas egressas do Programa de Aprendizagem ampliem seus conhecimentos.

“Em discussões conduzidas pela educadora social, há o aprofundamento de temas relevantes para o universo das meninas, com abordagem a respeito de questões relacionadas à mulher do campo, além de discutir maneiras de contribuir para a comunidade, para que algumas realidades que não são tão positivas possam ser transformadas a partir da atitude das próprias meninas e de todas as pessoas que vão ouvir esses programas de rádio”, diz.

A gerente do instituto lembra também que a expertise dos profissionais da área de Comunicação da Unisc é fundamental para os resultados positivos. “Isso enriquece o aprendizado das meninas participantes a cada ano e também garante a qualidade do material produzido”, explica.

“E as parcerias com a Afubra, os sindicatos dos trabalhadores rurais e os sindicatos rurais multiplicam o conteúdo produzido pelas meninas por meio das grandes audiências dos seus programas de rádio”, acrescenta. “Em avaliação que fizemos em 2020 com esses parceiros, tivemos a felicidade de identificar que para essas instituições também é relevante e positivo contar com o conteúdo produzido pelas meninas.”

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