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ELEIÇÕES 2022

“O cenário é muito mais para mudança”, diz Felipe D´Ávila

Foto: Rafaelly Machado

Em passagem por Santa Cruz nesta sexta-feira, 13, o pré-candidato a presidente do Novo, Felipe D’Ávila, afirmou que ainda há condições para furar a polarização entre Lula e Bolsonaro. Na avaliação dele, a elevada taxa de rejeição dos candidatos que lideram as intenções de voto e o alto índice de eleitores que ainda não decidiram voto vai permitir o crescimento de outra frente a partir deste mês.

Em entrevista coletiva, D´Ávila, que é cientista político, disse que o cenário da disputa presidencial é mais favorável à mudança do que à continuidade, sobretudo em função do panorama econômico. “É praticamente impossível reeleger governos que entregam o país com recessão econômica, recorde de desemprego e aumento da inflação e da miséria”, alegou. Para ele, que chegou a conversar com as frentes da chamada “terceira via”, um dos motivos para as pesquisas apontarem uma polarização consolidada é a demora dos partidos de centro em apresentar uma candidatura. “A terceira via perdeu muito tempo com discussões sobre acordos regionais. Mas isso vai acabar neste mês de maio e aí vamos ter um cenário mais fácil para esse nome despontar.”

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Defensor de privatizações, de abertura da economia e de revisão do pacto federativo para privilegiar estados e municípios na partilha da arrecadação, D’Ávila acusou Bolsonaro de abandonar a pauta do liberalismo econômico e afirmou que isso ditou as posições do Novo em relação às pautas do governo. “Votamos a reforma da Previdência, o Marco do Saneamento, o PL das ferrovias. Mas fizemos uma oposição ferrenha às bandeiras do corporativismo: penduricalhos, orçamento secreto, emenda de relator, fundão eleitoral”, colocou.

  • Sistema eleitoral
    Para ele, não há motivos concretos para desacreditar o sistema eletrônico e os questionamentos levantados por Bolsonaro são fruto de populismo. “Sempre temos de aprimorar a qualidade do sistema eleitoral em termos de apuração e auditagem. Pular daí para questionar a legitimidade de eleições é um absurdo total. Nós confiamos no sistema eleitoral. O presidente foi eleito 20 anos por esse sistema e nunca questionou.”
  • Tensão com STF
    Embora defenda uma ampla reforma para reduzir o custo do Judiciário e reconheça a existência de “excessos e avanços”, alega que é preciso pacificar a relação entre as instituições e retomar o diálogo. “Esse recuo só vai existir no momento que tirar a tensão. Precisamos sair do embate para o diálogo.”
  • Preços dos combustíveis e Petrobras
    Se diz favorável à privatização de todas as estatais para estimular a concorrência e, com isso, reduzir preços. No caso da Petrobras, afirma que a empresa se tornou um “cabide de empregos” e fonte de corrupção, e critica as tentativas de manipulação de preços por parte do governo. “Quem determina preço é mercado, não é o governo”, alega. Por outro lado, defende a criação de um fundo de estabilização com recursos da partilha e dos royalties do petróleo para permitir “intervenções momentâneas” em momentos de pico para atenuar os preços.
  • Economia
    Reconheceu que a escalada inflacionária é fortemente influenciada pelo contexto internacional, sobretudo a pandemia e a Guerra da Ucrânia, mas alegou que equívocos da política interna, como dribles ao teto de gastos, também afetam o desempenho da economia, assim como a volatilidade política e a insegurança jurídica. “Isso é irresponsabilidade fiscal de um governo que sempre pregou a responsabilidade fiscal”, disse.
  • Reformas
    Defende a proposta de reforma que já tramita no Congresso Nacional e que prevê o agrupamento de diversos impostos em um único, o IVA. “Temos que padronizar as regras do Brasil com o restante do mundo, inclusive para dar segurança jurídica. Se o sistema tributário do mundo inteiro é IVA, por que vamos criar outro”, questiona. Prega ainda ajustes na legislação trabalhista para permitir que o negociado se sobreponha sobre o legislado, como forma de abrir caminho para outras formas de contratação além da CLT, preservando os direitos constitucionais, como férias e 13º salário.
  • Tabaco
    Alega que, diante da queda no consumo, é preciso buscar outro valor agregado a ser extraído do tabaco além da produção de produtos fumígenos. “Se nós insistirmos que a única finalidade do tabaco é o fumo, vamos ter problema, porque isso (o tabagismo) é uma coisa que a sociedade hoje condena”, analisou.

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