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O clima mudou

O ambiente às vésperas da votação da admissibilidade da denúncia contra Alberto Heck (PT) é muito diferente dos que antecederam a abertura dos processos de cassação de Alceu Crestani (PSD), Elo Schneiders (PSD) e André Scheibler (PSD) no ano passado. Naquelas ocasiões, não havia qualquer dúvida de que as denúncias, que envolviam supostas irregularidades flagradas pelo Ministério Público, seriam recebidas por unanimidade. Também não surpreendeu quando, ao final dos processos, foram declaradas as perdas de mandato.

Só Deus sabe
Agora, o clima nos gabinetes é de dúvida. O sentimento de boa parte dos vereadores é de que, embora as declarações de Heck que levaram à denúncia tenham sido graves e merecedoras de repúdio, a cassação seria uma medida desproporcional, ainda mais para um parlamentar benquisto entre os colegas e que sempre foi conhecido pela postura moderada. Já outros entendem que a melhor resposta à pressão popular (lê-se redes sociais) seria acolher a denúncia e discutir o assunto com mais tempo. Com isso, a possibilidade de uma votação não unânime é real.

Aposto, mas…
Um parlamentar ouvido pela coluna na quinta-feira considerava que a chance de a denúncia não ser acolhida era de 99%. Outros também apostavam no não acolhimento, mas com menos convicção. Em política, os ventos podem mudar e direção muito rápido.

Gre-Nal
Um vereador propenso a votar contra a denúncia alega que, como ela foi protocolada por ativistas pró-Bolsonaro e a partir de uma declaração de Heck contra o presidente, um processo de cassação poderia se transformar em um embate puramente ideológico.

Ironia do destino
Sob risco de se tornar alvo de um processo de cassação, Alberto Heck foi sorteado para integrar as três comissões parlamentares processantes instaladas no ano passado.

Veredicto
A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça retomará, na próxima quinta-feira, o julgamento do processo contra o ex-vereador Paulo Lersch. Está em pauta um pedido de anulação do processo, sob argumento de que provas que poderiam ter sido exploradas pela defesa só foram levadas ao Judiciário pelo Ministério Público após a sentença.

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