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O que eu tenho de ser

O que te faz levantar todos os dias? Teus filhos, teu trabalho, tua própria saúde? O que te motiva a estar neste voo turbulento chamado vida? Algumas pessoas nascem com destinos muito bem estabelecidos e basta olhar para elas para deparar-se com a verdade que há por trás de uma roupa ou maquiagem. Uma vocação, um talento. Tem gente que é aquilo que tem de ser.

Não sei se é bem esse o meu caso. Na última quinta-feira, 20 de janeiro, completaram-se cinco anos da minha formatura em Jornalismo, pela Unisinos Porto Alegre. Tento lembrar quem eu era e se tinha muitas certezas àquela época. Acho que, naquele 20 de janeiro de 2017, em específico, eu estava mais preocupada com a festa que eu faria com amigos e familiares. Queria mais era me divertir pela conquista do diploma e, mais importante que isso, pelo fim de um ciclo de quatro anos e meio de estudos, pesquisas, estágios. 

Lembro que me preocupava em conseguir logo um emprego, mas acho – minha memória às vezes não é muito minha amiga – que eu não tinha o medo de trabalhar em algo que não fosse minha vocação. A verdade é que, hoje, eu acredito que vocação pode nascer contigo, mas há também as ocasiões em que ela floresce com o tempo. Dá para ir regando, cultivando, cuidando bem dela, e uma hora ela faz de ti o que tu és, ou o que tu tens de ser.

Descobri, ao longo desses anos, ainda poucos, que gosto de ouvir histórias e contá-las a mais pessoas. Descobri, também, que faço isso bem. Fiz um combo que une minha formação profissional, minha escuta, minha observação e minha escrita. Disso, tiro meu sustento. E não só financeiro. Digo, com toda certeza, que meu sustento psicológico está no meu trabalho. 

É verdade que quem ouve histórias, dependendo do que for contado, às vezes pode se comover. Mas quem ouve histórias, as sente e as absorve, utiliza a experiência da escuta para ver a vida de outra forma. Seja para valorizar mais os próprios privilégios, ou para não repetir o que está ali, bem na frente do bloco e da caneta. 

Depois destes cinco anos em que posso ser chamada de jornalista, ainda é difícil dizer que eu, de fato, nasci para ser o que sou. Ainda são poucos anos de experiência, de fato, profissional. Mas já falei com tanta gente, com uma variedade de costumes, crenças, classes sociais, vontades, motivações, que, agora, eu posso crer em uma coisa: eu sou o que eu tenho de ser.

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