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Direto da redação

O tabaco, valioso como sempre!

A sociedade brasileira, por seus organismos e suas instituições, e inclusive por uma parcela da mídia, por vezes acaba assumindo, muito facilmente, um discurso contra o tabaco, tratando-se, entre as atividades relevantes, de uma das poucas (se não a única) que é alvo de uma campanha contra. No entanto, essa mesma sociedade não poderia ignorar jamais, muito menos desfazer, o formidável e até indispensável papel socioeconômico desse segmento, além de tudo identificado com milhares de pequenas propriedades rurais familiares, em especial na região Sul do Brasil. Reportagem veiculada na edição da Gazeta do Sul dessa sexta-feira evidencia o impressionante desempenho do tabaco nas exportações, justamente em momento no qual a geração de divisas é ainda mais importante para a sustentabilidade regional em todo o País, nesse período tão marcado pelos efeitos da pandemia.

O tabaco brasileiro registrou 34,6% de incremento em volume nas vendas para o exterior nos primeiros cinco meses de 2021, no comparativo com 2020, com aumento também de 11,15% em receita advinda dos negócios com o mundo, em dólar. A quase totalidade desse produto foi embarcada a partir do Rio Grande do Sul, e no Estado, claro, teve origem em Santa Cruz do Sul. São recursos que, ao ingressarem na economia gaúcha e contemplarem especialmente a economia do Vale do Rio Pardo, traduzem por que essa região é, em todo o mapa da economia nacional, um oásis de capacidade de competitividade num seleto e disputadíssimo mercado global.

Como salientou o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, o incremento neste início de ano foi em parte beneficiado pelo envio, agora, de produto adquirido pela China ainda em 2020, e que ficou represado no Brasil, aguardando pela remessa só neste ano. No entanto, isso só salienta o fato de o tabaco brasileiro ter larga aceitação e demanda junto a dezenas de países compradores. Se o produto adquirido pela China em 2020 impulsiona as estatísticas agora, deve-se lembrar que teria contribuído para melhorar ainda mais os índices de exportação do segmento no ano passado, se os chineses tivessem levado esse tabaco ainda no mesmo ano.

Desde 1993 (isto é, há quase três décadas) o Brasil ocupa o topo do ranking mundial em fornecimento de tabaco, produto com alta liquidez, cujo saldo positivo na balança comercial tem papel decisivo para que o próprio País ostente superávit na pauta das exportações do agronegócio. Por isso, a exemplo do que acontece no Sul do País, que não pode e nem deve ter dúvida da importância econômica e social do tabaco, está mais do que na hora de que todos, lideranças públicas, prefeitos, governadores e a própria mídia passem a honrar (mais: render respeitos) a esse setor, que tanto bem faz ao desenvolvimento do Brasil.

Bom final de semana para todos!

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