Na manhã desta terça-feira, 12, a Delegacia de Polícia de Venâncio Aires deflagrou a Operação Contra-Ataque, voltada a um grupo criminoso investigado por monitorar movimentações de órgãos policiais na região. Até o momento, oito pessoas foram presas.
A investigação apura a atuação estruturada de grupo, voltado ao tráfico de drogas, associação ao tráfico e monitoramento sistemático de viaturas e policiais, utilizando aplicativos de mensagens para informar deslocamentos, operações e rotinas das forças de segurança.
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Conforme apurado durante a investigação, o grupo mantinha rede de “campanas digitais”, compartilhando em tempo real informações sobre viaturas descaracterizadas, locais onde policiais realizavam refeições, deslocamentos em bairros e proximidades de delegacias, tudo com a finalidade de facilitar a movimentação do tráfico de drogas e dificultar ações policiais. Avisavam, inclusive, quando havia ou não viaturas estacionadas ou saindo da delegacia de polícia.
A ação coordenada pelo delegado Guilherme Dill contou com o emprego de aproximadamente 40 policiais civis, contando com apoio da Delegacia Regional de Santa Cruz do Sul, Draco de São Leopoldo, 2ª DP de Gravataí e Draco de Lajeado, com cumprimento de dez ordens de busca e apreensão domiciliar e nove mandados de prisão temporária nas cidades de Venâncio Aires, Gravataí e São Leopoldo.
Entre as ordens judiciais, dois mandados foram cumpridos no interior da Penitenciária Estadual de Venâncio Aires (Peva), cumprido pela Polícia Penal.
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A apuração teve origem após a apreensão de um aparelho celular durante cumprimento de mandado judicial em 2024. A partir da extração e análise técnica dos dados, foi possível identificar conversas, grupos de mensagens e elementos que demonstraram a atuação contínua da organização criminosa.
Segundo o delegado Guilherme Dill, “a participação em grupos destinados ao monitoramento de policiais, compartilhamento de informações sobre viaturas e auxílio à movimentação do tráfico de drogas demonstra colaboração direta com a atividade criminosa, podendo configurar o crime de associação para o tráfico de drogas, cuja pena pode chegar a 10 anos de reclusão, a depender das circunstâncias apuradas durante a investigação.”
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