Cinco meses após ingressar no governo de Telmo Kirst e às vésperas do início do período de convenções, o PDT de Santa Cruz do Sul vem sendo assediado por grupos de oposição. Nessa segunda-feira, 11, o presidente estadual pedetista, Pompeo de Mattos, disse à Gazeta do Sul que não está descartada a possibilidade de o partido buscar um rumo diferente para as eleições de outubro.
O PDT se aliou a Telmo em fevereiro e atualmente está à frente da Secretaria Municipal de Educação. Embora esteja sem representatividade na Câmara e tenha perdido um capital expressivo no ano passado com a saída de quadros importantes – como o vereador Luís Ruas, que migrou para o PTB –, o PDT tornou-se um apoio estratégico para Telmo diante do desligamento do PSDB, PMDB e PSD, que deve formalizar o afastamento ainda essa semana.
De acordo com Pompeo, a prioridade dos pedetistas ainda é permanecer na base de Telmo, o que ele define como o “cenário ideal”. O partido, porém, não abre mão de uma composição que lhe dê chances de conquistar uma cadeira no Legislativo. Até agora, segundo ele, não há perspectiva nesse sentido no grupo da situação. Além do PP e de siglas menores, estão na base de Telmo o SD, o PPS e o DEM.
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PSB acena com indicação de vice
Uma das propostas analisadas pelo PDT, para caso decida se retirar da base de Telmo, partiu do PSB. Em uma reunião há cerca de dez dias, os socialistas acenaram com a possibilidade de os pedetistas indicarem o vice da chapa que será encabeçada por Fabiano Dupont. “Os dois partidos têm uma relação histórica, sempre foram próximos”, alegou o deputado federal Heitor Schuch (PSB). Embora tenha afirmado que indicar o vice na eleição majoritária não é prioridade da legenda, Pompeo de Mattos reconheceu que a proposta do PSB é “muito boa”.
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