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HOMICÍDIO NO PEDREIRA

Pai de jovem assassinado em Santa Cruz diz que filho foi chamado para ‘resolver um assunto’

Foto: Alencar da Rosa

Corpo de Matheus Alves foi encontrado em um barranco na Travessa Krug, proximidades da esquina com a Rua Peru

O assassinato do jovem Matheus Osmar Alves, de 25 anos, no Bairro Pedreira, em Santa Cruz do Sul, ainda levanta dúvidas. Por volta das 20h15 da última sexta-feira, Alemão, como o rapaz era conhecido, foi alvejado por pelo menos três disparos, que atingiram a cabeça e o tórax. As motivações do crime ainda são investigadas pela 2ª Delegacia de Polícia, contudo, a família de Matheus afirma que ele não foi sozinho até a Travessa Krug, nas proximidades da esquina com a Rua Peru, onde o homicídio aconteceu.

Segundo o pai de Matheus, Oscar José Alves, de 52 anos, minutos antes do assassinato o jovem estava na casa dos sogros, no Bairro Bom Jesus, onde participava de um jantar, quando um rapaz teria chegado de moto e chamado por ele. “Esse rapaz disse para o Matheus ir junto com ele até a Travessa Krug, onde teriam uma conversa com um outro homem para resolver um assunto”, comentou Oscar. Na noite do crime, ele fez o reconhecimento do corpo após ser avisado por telefone, por uma das três filhas, de que o seu único filho homem tinha sido baleado.

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Segundo informações que chegaram ao pai, uma discussão teria acontecido, e o indivíduo que esperava a dupla teria efetuado os disparos no jovem de 25 anos. Depois da execução, o outro rapaz, que convidara Matheus para ir ao local, teria fugido na motocicleta.

Oscar conta que após o crime, a família procurou o jovem que chamou por Matheus na noite de sua morte, entretanto, ele não foi mais encontrado. “Apenas sabemos que os parentes dele são do Bairro Bom Jesus”, relatou o pai.

SUSPEITO SE APRESENTA À POLÍCIA

Na tarde dessa segunda-feira, um homem de 22 anos apresentou-se à Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) de Santa Cruz do Sul, afirmando ser o autor dos disparos que vitimaram Matheus Osmar Alves. No domingo, dois dias após o crime, o homem já havia registrado uma ocorrência contra Matheus. De acordo com o delegado responsável pela 2a DP, Alessander Zucuni Garcia, o homem relatou que havia sido atacado por Alves.

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“No depoimento do suspeito, na segunda-feira, ele disse que tinha cometido o crime após a vítima e amigos o terem agredido momentos antes, em razão de uma desavença anterior”, revelou Garcia. Segundo o delegado, mais depoimentos devem ser colhidos nesta semana, bem como a realização de novas diligências. Ao longo dos próximos dias, a investigação deve avançar com a chegada dos relatórios das perícias técnicas do local do homicídio e do laudo da necropsia.

“É uma dor que não passa”, afirma o pai

Matheus Osmar Alves estava trabalhando em um mercado como entregador de ranchos, e fazendo um bico em um canil, cuidando de cachorros da raça American Bully. Os únicos antecedentes eram por incidentes de trânsito. O pai, Oscar José Alves, diz que o filho não tinha relações com pessoas ligadas ao tráfico, com facções ou organizações criminosas. “Ele me contava tudo e, que eu saiba, nunca se envolveu com nada. Era bem tranquilo, nem canivete tinha.”

Ainda na noite do crime, vizinhos relataram ter ouvido pelos menos seis disparos, três dos quais teriam atingido Matheus. A vítima ainda teria escorregado antes de cair, conforme os rastros deixados no gramado do pátio da residência onde o corpo foi encontrado. Junto ao cadáver, o Instituto Geral de Perícias (IGP) encontrou a carteira de Matheus. Uma sacola preta com sapatos de criança também foi achada, jogada na rua, próximo ao meio-fio. Segundo o pai do jovem, os pertences do filho ainda não lhe foram entregues.

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Após os trâmites legais, o corpo do jovem de 25 anos foi liberado ao final da manhã do sábado para os atos fúnebres. O velório de Matheus Osmar Alves ocorreu com caixão fechado, na tarde de sábado, na capela da Funerária Machado.

No final da mesma tarde, Matheus foi sepultado no Cemitério Municipal. “A mulher dele está grávida de dois meses do primeiro filho. Ele estava muito feliz. Durante toda nossa convivência, nunca discutimos. Essa é uma dor que não passa”, finalizou o chapeador Oscar José Alves.

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