Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Publicidade

PROTAGONISMO FEMININO

Participação feminina no mercado de trabalho chega a 58,5% no Rio Grande do Sul

Foto: Banco de Imagens

A participação das mulheres no mercado de trabalho no Rio Grande do Sul alcançou 58,5% em 2024. No mesmo ano, a taxa de desocupação feminina recuou para 6,2%, configurando o menor resultado da série histórica estadual e permanecendo abaixo da média nacional, de 8,1%. O desempenho ocorre após oscilações observadas durante e no período posterior à pandemia.

A inserção no mercado formal também evidencia maior qualificação. Em 2024, 34,2% das trabalhadoras no RS possuíam ensino superior completo, proporção superior à registrada entre os homens (19,1%). Ainda assim, a diferença de rendimentos persiste: o salário médio feminino corresponde a 76% do masculino (razão de 0,76).

Os dados integram a Síntese ODS 5 – Igualdade de Gênero, publicada pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). O estudo monitora 47 indicadores relacionados às nove metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 no Estado.

Publicidade

LEIA TAMBÉM: Movimento reforça o protagonismo feminino na China Brasil Tabacos

A secretária de Planejamento, Governança e Gestão, Danielle Calazans, ressaltou que o estudo fortalece a consolidação de uma governança baseada em evidências no Rio Grande do Sul. “O papel da secretaria é assegurar que o planejamento do Estado seja ancorado em dados consistentes. O monitoramento sistemático desses indicadores transforma estatísticas em inteligência para a gestão pública, permitindo identificar com clareza onde houve avanço e onde as desigualdades persistem. Isso fortalece o planejamento e orienta decisões mais precisas na formulação de políticas”, afirmou.

Ela destacou ainda a relação entre evidências, gestão e orçamento. “A eficiência do gasto público depende de um ciclo de planejamento robusto, transparente e alinhado aos desafios apontados pelos dados. Direcionar recursos com base em evidências aumenta a eficácia das políticas e potencializa o impacto das ações. Um exemplo concreto é o avanço na presença feminina em cargos de chefia no Executivo. Esses resultados reforçam como a boa gestão de pessoas e o acompanhamento dos indicadores contribuem para políticas de equidade sustentáveis e com resultados reais para a população”, completou.

Publicidade

Já a para a secretária adjunta da Secretaria da Mulher, Viviane Viegas, os dados demonstram que políticas públicas bem estruturadas produzem resultados. Mas também evidenciam que a desigualdade de gênero permanece como um desafio estrutural, que atravessa gerações, territórios e instituições. “Nosso compromisso é seguir fortalecendo ações baseadas em evidências, ampliando a transversalidade das políticas de gênero, assegurando orçamento adequado, monitoramento contínuo e participação social”, completou.

LEIA TAMBÉM: BAT Brasil reforça presença feminina no campo e na ciência

Liderança institucional e autonomia econômica

Além do mercado de trabalho, o levantamento analisa a presença feminina em espaços de decisão. Em 2025, as mulheres representam 61,4% do total de servidores do Poder Executivo estadual (75.862 de 123.576) e ocupam 54,3% dos cargos e funções de chefia, percentual nove pontos percentuais superior ao de 2024. Nas Secretarias Estaduais, elas estão à frente de 35,5% das pastas.

Publicidade

No plano federal, as mulheres ocupam 26,3% dos cargos ministeriais. No Judiciário gaúcho, 45,3% dos magistrados são mulheres. Já na segurança pública, o Estado registra 41,5% de participação feminina na Polícia Civil e 16,3% na Brigada Militar.

Em relação ao trabalho não remunerado, dados de 2022 indicam que as mulheres dedicaram 11,3% do seu tempo aos afazeres domésticos, proporção 1,7 vez superior à dos homens (6,7%). Entre as mulheres inativas de 18 a 60 anos no Estado, 10,9% indicaram cuidados domésticos como principal motivo, percentual inferior ao da média nacional (15,7%).

LEIA TAMBÉM: Mais da metade das mulheres lidera organização do orçamento familiar, revela Serasa

Publicidade

Saúde 

Os indicadores de saúde mostram ampliação do acesso à prevenção e ao acompanhamento. Em 2024, 83,2% das gestantes no Rio Grande do Sul realizaram sete ou mais consultas de pré-natal, percentual superior ao registrado em 2015 (74,1%). Por outro lado, alguns indicadores permanecem elevados. Em 2024, os partos cesáreos representaram 65,7% do total no Estado, percentual acima do observado no Brasil (60,6%). No mesmo ano, a mortalidade materna foi de 47,3 óbitos por 100 mil nascidos vivos — em 2023, o índice havia sido de 33,9.  

No campo da imunização, a cobertura vacinal contra o HPV entre meninas de 9 a 14 anos chegou a 90,5% em 2025, fazendo com o que Rio Grande do Sul atingisse a meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde. Já a taxa de detecção de HIV em mulheres apresentou recuo, passou de 28,8 para 17,1 por 100 mil habitantes entre 2015 e 2024. Entre as diagnosticadas, 86% estão em tratamento e, desse grupo, 94% apresentam carga viral suprimida.

LEIA TAMBÉM: Três trajetórias internacionais refletem avanço gradual da liderança feminina no agronegócio

Publicidade

Violência e indicadores de proteção

O monitoramento também reúne dados sobre violência contra as mulheres. Em 2025, foram registradas 1.433 vítimas de estupro do sexo feminino com até 14 anos de idade em situação de violência doméstica, o que representa uma redução de 10% em relação a 2024, quando o total foi de 1.593 vítimas. Em termos percentuais, meninas e adolescentes de 0 a 19 anos concentraram 75,3% das vítimas de estupro no Rio Grande do Sul, embora representem 22,3% da população feminina do Estado. A maior incidência ocorreu na faixa de 10 a 14 anos, responsável por 37,9% dos casos. A partir dos 20 anos, observa-se redução progressiva na participação relativa das vítimas, variando de 8,8% entre mulheres de 20 a 29 anos até 0,1% entre aquelas com 80 anos ou mais.

No mesmo ano, houve interrupção na trajetória de queda dos feminicídios registrada nos dois anos anteriores, 2024 e 2023. A taxa de feminicídio consumado (os casos em que houve morte) foi de 1,38 por 100 mil mulheres, enquanto a de feminicídio tentado (tentativa de homicídio por razões de gênero) alcançou 4,57 por 100 mil.

LEIA AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO PORTAL GAZ

QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.