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ECONOMIA

PIB do RS cresce cinco vezes mais do que o do País no primeiro trimestre

O resultado foi puxado pela agropecuária, que se recuperou após o tombo gerado pela escassez de chuvas no último ano


Divulgados nessa quinta-feira, 10, pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), os números referentes ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado no primeiro trimestre indicam uma reação da economia gaúcha após os prejuízos causados pela pandemia e a estiagem prolongada. O avanço no PIB foi de 5,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, cinco vezes maior do que a alta da economia nacional, que foi de 1%.

O resultado foi puxado pela agropecuária, que se recuperou após o tombo gerado pela escassez de chuvas no último ano. O setor registrou variação positiva de 42,2%, fruto de aumentos expressivos na produção em culturas como soja (74%), uva (29,2%) e milho (5,2%).

Carro-chefe da economia do Vale do Rio Pardo, o tabaco também teve participação importante no desempenho, com um crescimento de 20,6% na produção. Por sua vez, a produção de arroz, que tem um peso importante na produção agrícola gaúcha, encolheu (-0,8%).

Na indústria, a alta em relação ao primeiro trimestre de 2020 foi de 10,5%, acima do avanço de 3% no Brasil. Entre os destaques estão segmentos como máquinas e equipamentos (55,9%), produtos de metal (33,8%) e móveis (22,5%). O beneficiamento de tabaco e a produção de cigarros também cresceram (29,5%). Por outro lado, tiveram desempenhos negativos os segmentos de produtos derivados de petróleo (-6,7%), veículos automotores (-5,2%) e produtos alimentícios (-1,3%).

O setor de serviços, que abrange o comércio, foi o único a registrar queda na comparação com os três primeiros meses do ano passado (-2,4%), abaixo do resultado nacional (-0,8%). No que toca ao comércio, apenas duas das dez atividades apresentaram crescimento: material de construção (24,3%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (18,8%). Os demais segmentos registraram queda, como os de hipermercados e supermercados (-6,9%), combustíveis e lubrificantes (-22,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-51,1%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-33,7%).

“A economia gaúcha recuperou o nível de produção que registrara antes da pandemia, no quarto trimestre de 2019. Atualmente, o nível encontra-se em patamar semelhante à produção de 2014, o que é uma boa notícia”, aponta a pesquisadora da DEE Vanessa Sulzbach.

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