Em 2025, a CPFL RGE regularizou 1.015 instalações no Vale do Rio Pardo a partir de denúncias feitas por clientes. Foram mais de 1,8 mil relatos recebidos ao longo do período, que resultaram em inspeções ou operações conjuntas com as autoridades policiais e na recuperação de mais de 422 MWh de energia desviada, o equivalente ao consumo médio de 209 residências por um ano.
“Ao fazer uma denúncia, o cliente está ajudando não somente a tornar o fornecimento de energia melhor e mais justo, mas protegendo vidas. É uma ação individual que contribui com a coletividade”, afirma Daniel Carvalho, gerente de Gestão de Energia e Receita do Grupo CPFL.
Entre os municípios com maior volume de fraudes e furtos identificados no Vale do Rio Pardo, a cidade de Rio Pardo está em primeiro lugar com 415 casos. Santa Cruz do Sul ocupa a segunda posição com 183 e Venâncio Aires fica em terceiro com 163 casos.
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Veja as cinco cidades da região com maior número de recuperação:
| RGE Região Vale do Rio Pardo 2025 | |||
| Município | Denúncias | Fraudes | |
| Rio Pardo | 590 | 415 | |
| Santa Cruz do Sul | 428 | 183 | |
| Venâncio Aires | 268 | 163 | |
| Cachoeira do Sul | 252 | 123 | |
| Vera Cruz | 129 | 69 | |
Popularmente conhecidas como “gatos”, as ligações clandestinas e outros tipos de fraude, como adulteração de medidores, comprometem a segurança do sistema, afetam a qualidade do serviço e colocam em risco a população.
Por serem feitas sem critérios técnicos e fora dos padrões, essas conexões ilegais podem sobrecarregar a rede, causando oscilações ou interrompendo o fornecimento. Há ainda o perigo de curtos-circuitos, incêndios e até choques fatais, afetando não apenas o responsável direto, mas também a comunidade ao redor.
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Crimes que encarecem a energia

O combate às irregularidades também visa evitar o repasse de custos ao consumidor, destaca Carvalho. “Parte das perdas não técnicas, classificação dos furtos e das fraudes, é considerada nos processos de revisão tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o que pode encarecer a conta para todos”, explica.
No Brasil, o furto de energia é crime com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Em situações que envolvam fraude, como a adulteração de medidores ou o uso de dispositivos para desvio de energia, a pena pode aumentar, dependendo das circunstâncias. A prática resulta ainda em cobrança retroativa do consumo não registrado e outras sanções administrativas.
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Tecnologias contra irregularidades
Além das denúncias, as detecções de irregularidades são apoiadas pelo uso crescente de tecnologias de blindagem pela CPFL RGE. Em 2025, a distribuidora investiu R$ 31,5 milhões nessas soluções, que envolvem a instalação de caixas invioláveis em unidades reincidentes, medidores coletivos no alto de postes e, no segmento industrial, de conjuntos blindados com leitura externa e monitoramento remoto.
“Essas soluções contribuem para ampliar a segurança das instalações e a confiabilidade dos dados de medição”, conclui o gerente.
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Serviço
Os canais da CPFL para registro de denúncias anônimas são o aplicativo CPFL Energia e o site.
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