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CONTRAPONTO

Política: razão de ser

Em um ambiente democrático, a razão de existir de um sistema político-partidário está relacionada com sua função de melhorar a vida dos cidadãos e zelar pelos objetivos nacionais.

Por isso há eleições periódicas. De modo a verificar a realização e a qualidade dos procedimentos da administração pública. Inclusive acerca do comportamento dos seus representantes.

Para que o sistema funcione, é necessário que o cidadão saiba o que tem sido feito. Precisa saber o que o governo e a oposição defendem e objetivam. Ao conhecer essas informações e ações públicas, poderá julgar qual sua adequação, viabilidade, consequência social e custo tributário-financeiro.

Este seria o ambiente ideal. Porém, há um problema. A maioria da população não tem capacidade para entender e analisar essas informações. Que dirá acerca das informações que não chegam, ou então que vêm propositalmente adulteradas.

Nesse sentido, os representantes políticos – partidos, parlamentos e governos – deveriam se empenhar para superar essa contradição. Entretanto, infelizmente, colaboram para confundir, corromper e denegrir todo o sistema político. Direta e indiretamente, por ação e omissão.

Logo, pouco a pouco, consolidase a mediocrização do debate político e das ações de governo e de estado. Aliás, basta um exemplo negativo, entra governo, sai governo, o princípio da cooptação prevalece. Trata-se da desqualificação da política e da administração pública.

Por que elaboro esta reflexão? Porque, ao contrário do que afirmava o “filósofo” e deputado Tiririca (pior que está, não fica!), ao justificar sua presença no Congresso Nacional, pode, sim, tudo piorar.

Não há mais tempo a perder. Se tudo já era grave e urgente, com a pandemia tudo piorou. Afinal, expressivas parcelas da população se encontram marginalizadas, sem meios de expressão política e inclusão socioeconômica.

E confirmam, de sul a norte, a existência de precários e instáveis laços de convivência social e econômica dos diversos Brasis. Salvo algumas “ilhas” de prosperidade e estabilidade, vigora o marasmo social, o desânimo, o desemprego e a miséria.

Há uma crise de valores. Desacreditação das autoridades. Uma falta de esperanças. A política, principalmente, está desafiada à proposição de reflexões e ações urgentes, inovadoras e eficazes. Os brasileiros desejam e precisam de um horizonte saudável e próspero.

Um alerta e ensinamento político: as forças populares e institucionais que autorizam e legitimam uma ação política serão as mesmas que podem se converter em forças contrárias e desestabilizadoras!

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