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DIRETO DA REDAÇÃO

Porque dias melhores virão

Vivemos há mais de um ano com nossa rotina em completa suspensão. Poucas coisas seguem dentro de um mesmo ritmo como eram praticadas antes do advento da pandemia. Assim, de certo modo, parece que vivemos em um mundo à parte, um mundo entre parêntesis: meio que aguardando (e, claro, com incontida ansiedade, com muita esperança) que aquela nossa vida de antes possa ser restabelecida, ao menos naquilo que fazia bem ao pleno convívio e à plena harmonia em sociedade.

Se quase todas as áreas, e todas as tarefas do cotidiano, ingressaram em novo formato, o formato da pandemia, por conta das restrições de mobilidade social e das orientações de prevenção ao contágio pelo coronavírus, ainda assim, é verdade, a vida em sociedade teve de continuar. Afinal, as pessoas, em sua ampla maioria, puderam até ser orientadas a ficar em casa, e a isso em algumas circunstâncias praticamente foram forçadas, obrigadas. No entanto, há tarefas e operações diárias imprescindíveis para que quem permaneceu em casa subsistisse, e não, ao contrário, sucumbisse pela interrupção das inúmeras atividades essenciais. Dia após dia, é necessário que cada um de nós esteja abastecido com alimento, água, remédios, artigos de higiene, luz. E também que ocorram a comunicação e a informação: para não ficarmos alheios a tudo ou, pior ainda, à mercê das cada vez mais criativas falsidades (compartilhadas como se estas fossem as verdades) em redes sociais ou grupos de WhatsApp, tão ou por vezes até mais nocivas à saúde e à sociedade quanto o próprio coronavírus.

E, diante da pressão incontornável e inadiável do suprimento às necessidades de cada dia, se a pandemia alterou o cotidiano, nem por isso mudou a rotina de personagens essenciais na comunidade. Como revela a reportagem especial desta edição, milhares de pessoas seguiram atuando dia e noite, por vezes vivenciando a angústia e a tensão de terem de ir para a rua quando a maioria se mantinha em suas casas ou apartamentos. Alguns destes personagens contam para nós como viram e viveram este último ano: o taxista, o motoboy, o bombeiro, o vigia, o padeiro, e, naturalmente, nossos colegas de Gazeta: dia após dia, de madrugada, quando Zenon Rosa chega às 4h30 para iniciar a jornada no ar pela Rádio Gazeta FM 107,9, pode cumprimentar o Odirlei da Rosa e os demais colegas da Expedição, ainda empenhados na entrega de mais uma edição da Gazeta do Sul em ruas do centro, nos bairros e pelas estradas em toda a região.

Juntos, eles, e cada um de nós, usuários e clientes, agradecemos: de algum modo somos sobreviventes. Tantas pessoas pereceram em virtude desse vírus que escapa à compreensão e ao entendimento; mas é preciso, isso sim, compreender, entender e reconhecer que esses trabalhadores são, como diz o termo, essenciais para que a humanidade possa seguir alimentando a esperança de dias melhores. Que virão, disso nenhum de nós haverá de ter dúvida.

Um bom final de semana para todos!

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