Alguns postos de combustíveis de Santa Cruz do Sul enfrentam dificuldades para receber diesel neste início de setembro. De acordo com relatos colhidos pela reportagem da Rádio Gazeta, as distribuidoras passaram a entregar volumes menores do que os solicitados, o que reduz o ritmo de reposição dos estoques. Apesar da situação, o setor afirma que não há risco de desabastecimento neste momento.
A avaliação é do presidente do Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul (Supetro), Fabrício Severo Braz. Segundo ele, as distribuidoras também encontram dificuldade para recompor os estoques porque não recebem da Petrobras todo o volume solicitado.
O dirigente explica que houve aumento na procura por diesel no fim de agosto. Com isso, os pedidos feitos pelas distribuidoras ficaram acima da capacidade de fornecimento. O resultado são entregas menores ou atrasadas aos postos. Os estabelecimentos sem vínculo com uma bandeira específica, conhecidos como bandeira branca, tendem a enfrentar mais dificuldade para conseguir o produto.
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Importação deve ajudar no abastecimento
As distribuidoras podem recorrer à importação para complementar a oferta nacional. Segundo Braz, já existe movimentação para aumentar a compra de diesel no exterior. No entanto, a reposição leva tempo. Um navio pode demorar de 20 a 25 dias para chegar ao Brasil e ainda enfrentar espera no porto para o desembarque.
Durante entrevista para a Rádio Gazeta, o presidente do Supetro afirmou ter recebido informações de que as importações estão aumentando. Por isso, a expectativa é de que o mercado consiga se regularizar sem uma falta generalizada de combustível.
O dirigente também orientou os consumidores a não correrem aos postos para antecipar o abastecimento. A recomendação é evitar uma procura acima do normal, que poderia pressionar ainda mais a oferta.
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Custos também estão em alta
Além da menor oferta, o setor acompanha a elevação dos custos do diesel importado. O Brasil depende de compras externas para complementar o abastecimento, e, segundo Fabrício Braz, cerca de 30% do consumo nacional é atendido por produto importado.
A entidade mantém contato diário com as distribuidoras para acompanhar os estoques e os volumes disponíveis. A principal preocupação, neste momento, é que a restrição se prolongue e provoque novas altas nos custos. A avaliação, porém, é de que as empresas ainda conseguem administrar a distribuição e atender o mercado.
Colaborou Lucas Malheiros
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Confira a entrevista com Fabrício Severo Braz na íntegra:
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