A Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, em Rio Pardo, vai promover neste domingo, às 9 horas, a entrega da primeira etapa de sua restauração. O evento celebra a conclusão da recuperação total do telhado do templo, o mais antigo do município e um símbolo da colonização portuguesa no Vale do Rio Pardo.
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A estrutura, que sofria com infiltrações e o ataque de cupins e brocas, passou por um processo de imunização e substituição de peças degradadas. Para garantir a longevidade da cobertura, foi instalada uma subcobertura metálica sob as telhas do tipo capa e canal, semelhantes às originais de 1801.
Segundo o arquiteto responsável, Lucas Volpatto, do Studio1 Arquitetura, a intervenção incluiu a implementação de acessibilidade para facilitar futuras inspeções e manutenções.
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Educação patrimonial marca nova fase
Como parte da entrega, a comunidade receberá duas cartilhas inéditas de educação patrimonial. O material, que contou com pesquisa dos historiadores Pedro Meirelles e Sofia Inda, aborda a história da igreja e oferece orientações sobre como a população pode ajudar a preservar o patrimônio tombado. Durante o ano passado, o projeto também promoveu visitas guiadas para estudantes de diversos níveis de ensino.
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A obra, acompanhada pelo corpo técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), foi executada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), Sedac/Governo do Estado.
Sob a gestão da Cult Assessoria e Projetos Culturais e coordenação do escritório Studio1 Arquitetura, o projeto é uma realização da Mitra Diocesana de Santa Cruz do Sul e Paróquia Nossa Senhora do Rosário – Rio Pardo.
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Relíquia histórica
Segundo pesquisa histórica, em 1778 foi erguida uma capela, que acabou dando lugar a uma construção mais robusta – iniciada em 1790, com base no projeto do engenheiro militar Francisco João Roscio. Foi finalizada em 1801, ainda sem torres, tampouco revestimento interno ou externo, sinos ou relógio. Pouco a pouco, detalhes foram acrescentados ao templo. Uma das torres ficou pronta em 1854, a outra só em 1885.
Os sinos e o relógio são da década de 1850 e as pinturas, datadas do período entre 1927 e 1930. Concluída no século 19, a fachada da Matriz tem estilo historicista e eclético, com detalhes que remetem ao neoclássico. Seu acervo sacro é único, composto pelo altar-mor e por retábulos originais agregados, com imagens religiosas.


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