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Eventos esportivos

Profissionalização na organização das corridas de rua é debate crescente

Profissionalização na organização de corridas de rua é fator preponderante na credibilidade dos eventos | Foto: Alencar da Rosa

Com um aumento constante no volume de praticantes das corridas de rua, principalmente em grupos, cresce a preocupação em relação ao tema da profissionalização na organização dos eventos. Gestor de Eventos Esportivos da Gazeta Grupo de Comunicações, Alexandre Cruxen faz um alerta sobre os cuidados necessários aos detalhes para uma prova realizada com credibilidade. Na mesma linha, o diretor do Sesc Santa Cruz do Sul, Fabrício Gianezini, também enfatiza a importância dos aspectos técnicos que envolvem as iniciativas.

Cruxen acredita que a prática das corridas de rua cresceu durante a pandemia, com a criação de diversos grupos. Alguns deles, com crescimento constante, passaram a organizar as próprias corridas. Porém, aponta Cruxen, nem todos seguem critérios importantes que precisam ser considerados para esse tipo de evento, inclusive em relação às datas, para não concorrer com outras atividades da comunidade. A padronização é elencada como fator relevante.

“É importante ter um educador físico registrado por trás. Os atletas precisam estar aptos, ou seja, ter um acompanhamento constante em relação à parte física. Se a organização não tem um profissional, precisa buscar alguém que tenha esse conhecimento. É o que fazemos na Gazeta. Procuramos especialistas em triatlo, por exemplo. Nos baseamos no conhecimento do eterno professor Jorge Peçanha para elaborar o percurso da Meia Maratona. Cuidamos questões como altimetria, piso e fluxo. Há uma atenção ao suporte aos atletas com ambulância e seguro pessoal, principalmente a partir da tragédia da Boate Kiss em 2013, uma exigência do Ministério Público”, detalhou.

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Preocupações com a segurança

Nos eventos profissionais, a segurança é quesito fundamental. Por isso, os hospitais são avisados sobre a realização da prova. Muitos atletas são de fora do município e poderão precisar de atendimento sem ter o cartão SUS local. Os corredores “pipoca”, ou seja, que não estão inscritos, representam um problema. Podem sofrer algum acidente ou precisar de auxílio médico sem ter o seguro pessoal, além de fazer uso da ambulância e equipe médica que poderiam atender um atleta oficialmente inscrito.

Cruxen aponta uma série de itens inclusos na taxa de inscrição: medalhas e troféus, frutas e hidratação, sonorização, seguro pessoal, cronometragem, ambulância, divulgação, staff, estruturas móveis e banheiros químicos. Fora isso, a organização precisa entrar em contato com diversos órgãos públicos para bloqueio de ruas e balizamento. Além disso, muitas pessoas não gostam do movimento das corridas de rua e sequer respeitam a sinalização de cones e gradis.

Mercado efervescente

Gianezini acredita que á uma saturação pelo volume de corridas ofertadas. Como resultado, percebe-se uma queda na qualidade. Por isso, os atletas devem conferir o histórico de quem promove cada evento, em razão da credibilidade e profissionalismo. Além de pessoas despreparadas, o educador físico e gestor acredita que muitas ações visam somente a lucratividade ou o engajamento nas redes sociais.

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“Para muitas pessoas, virou fonte de renda. O mercado de corridas de rua é efervescente. Há um turismo em relação às principais provas. Envolve a comercialização de diversos produtos e suplementos. Agrega aos setores de serviços como fotógrafo, personal trainer, nutricionista, psicólogo e muitos outros. A corrida é benéfica, pela saúde e qualidade de vida. Mas há uma exploração comercial que muitas vezes impacta em quesitos como a segurança e a organização”, sublinha.

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