Segue avançando o projeto que busca restaurar um dos principais cartões-postais de Santa Cruz do Sul. Construída entre 1928 e 1936, a Catedral São João Batista passa por um processo de revitalização nos últimos anos. De acordo com o presidente da Comissão de Restauro do templo, Paulo Habekost, os trabalhos já chegaram a 59,67% de execução.
Do valor previsto inicialmente, de R$ 6,2 milhões, já foram investidos R$ 3,565 milhões. Na primeira etapa do processo, foram executadas etapas voltadas ao restauro e melhoria de estruturas internas e externas, que já apresentavam problemas. Agora, está em fase de finalização a revitalização elétrica e o projeto luminotécnico, que já atingiram 98,62% de execução. A expectativa é que estejam concluídos até meados de agosto.
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Habekost elogiou a iluminação externa instalada na Catedral, tratada por ele como “um projeto majestoso”. As próximas etapas das obras no templo incluem o restauro e a pintura da nave, do presbitério, da sacristia, da ex-secretaria, dos banheiros e da sala de corais, além da lavagem externa e a impermeabilização.
Falta de recursos é entrave
Em entrevista à Rádio Gazeta FM 107,9, Paulo Habekost explicou que a falta de recursos tem atrapalhado o andamento das intervenções. Atualmente, os trabalhos têm seguido com valores doados pela comunidade – que somaram R$ 12.919,00 em junho. A comissão ainda busca recursos por meio da Lei de Incentivo à Cultura (LIC), que permite a arrecadação por meio da destinação de impostos de empresas – no entanto, pontua Habekost, trata-se de um processo demorado devido aos trâmites burocráticos.
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Outra possibilidade é a parceria com poderes públicos por meio de termos de colaboração, como aconteceu em 2024, quando a Prefeitura de Santa Cruz do Sul destinou R$ 2,2 milhões para as obras na Catedral.
“Se tiver alguma dotação de algum ente público, por um termo de colaboração ou outra espécie, daria para dar continuidade do restauro interno de algumas áreas até onde o valor alcance. Sempre, o nosso objetivo é fazer cada fase de acordo com o recurso disponível. Se tem o recurso, faz. Se não tem, segura. Então, dependendo da entrada de recursos, se avalia o que dá para fazer”, explica Habekost.
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Visitação do público depende de PPCI
Durante a entrevista, também foi mencionada a possibilidade de abrir a parte superior da Catedral, incluindo as torres, para a visitação do público. A criação de um circuito turístico chegou a ser debatida recentemente com o prefeito Sérgio Moraes, durante visita da equipe da Prefeitura ao local. No entanto, isso dependeria da criação de um Plano de Prevenção e Combate a Incêndios (PPCI), que ainda precisaria ser vistoriado e aprovado pelo Corpo de Bombeiros Militar.
Segundo o coordenador da Comissão de Restauro, caso ocorra essa aprovação, terá início a captação de recursos para adequar o espaço e, enfim, viabilizar o projeto de visitação. “Se eles não aprovarem, não tem como realizar. Mas a ideia é, depois de aprovado, captar o recurso para fazer o investimento. Aí, teria a condição de abrir a visitação pública”, pondera Habekost.
Confira a entrevista com Paulo Habekost na íntegra:*
*Colaboraram Marcio Souza e Ronaldo Falkenback
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