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Projeto do União Corinthians será mirar o Novo Basquete Brasil

Grupo vencedor deseja ver o Poliesportivo lotado em breve, na disputa do NBB | Foto: Junio Nunes

Após a conquista do Campeonato Brasileiro de Basquete, organizado pela Confederação Brasileira de Basquete, o projeto do União Corinthians vai continuar. Santa Cruz do Sul voltou a ser destaque no cenário nacional como em 1994, quando o time da Pitt/Corinthians levantou a taça do principal torneio do País na época. Nessa segunda-feira, 24, o grupo campeão concedeu uma entrevista coletiva no Ginásio Poliesportivo para detalhar o título e falar sobre os próximos passos do planejamento.

O presidente Marco Jardim ressaltou o legado deixado. “Temos um peso muito forte do passado vitorioso. Qualquer envolvimento que temos com o basquete exige resultado, por parte das pessoas. Aceleramos alguns processos pelo lado positivo. A chama do basquete nunca se apagou aqui”, destacou.

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Conforme o diretor de Basquete, Diego Puntel, a retomada do basquete santa-cruzense começou em 2017 com a fusão do União com o Corinthians. O início foi promissor, com o 14º título gaúcho em 2018, além do vice na Copa do Brasil sub-21 e o 7º lugar na Liga de Desenvolvimento do Basquete (LDB).

Para Puntel, o título é o resultado de mobilização e estruturação iniciadas há um ano, com a busca de patrocinadores e apoiadores, mesmo em meio à pandemia. A Stock Med foi a parceira master e a empresa passou a intitular a equipe. “O projeto segue. Vamos seguir com a base aqui. Em julho, vamos jogar a LDB.”

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Puntel sabe que o maior desejo da comunidade é o ingresso do UniCo no Novo Basquete Brasil (NBB), a principal competição nacional. A presença do União Corinthians depende de uma série de fatores. “Já tivemos contato com a Liga Nacional e atendemos alguns requisitos, como estrutura, condições técnicas e uma equipe que participa de competições adultas. O que vamos precisar é do auxílio das empresas da região para dar andamento ao projeto”, sublinhou.

O técnico Athos Calderaro salientou que a equipe conseguiu envolver a comunidade e trazer um pouco de alegria em meio à pandemia. Athos queria ser jogador e pedia autógrafos aos atletas da Pitt/Corinthians na adolescência. Porém, seguiu o conselho do mestre Ary Vidal e se tornou treinador. Para o melhor desempenho na carreira, inspirou-se no filho autista Felipe, de 9 anos. “Foi um divisor de águas. Ele me ensinou a ver o mundo de maneira diferente. Aprendi que nada acontece por acaso. O Felipe me ensinou a ter paciência, ter tolerância e acreditar em um mundo melhor. Para formar o grupo, analisamos o lado pessoal de cada atleta”, frisou.

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Athos acredita na presença do União Corinthians no NBB. “Se a gente não for agora, não vamos mais. Estamos estruturados e vamos ter time competitivo para tornar esse sonho uma realidade. Quero um ginásio lotado, com a pandemia superada, e a gente estreando na NBB em novembro”, complementou o treinador.

O mordomo Luciano Hillesheim foi bicampeão, já que estava na comissão técnica vitoriosa em 1994. “Estou muito feliz e grato. A ficha está caindo. Mais um feito histórico. Santa Cruz respira basquete e a comunidade nos apoia bastante. O resultado apareceu, com um trabalho sério e dedicado”, disse. “Queremos ampliar o patrocínio para fazer bonito no NBB.”

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