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MERCADO DE TRABALHO

Psicóloga dá dicas e aponta erros ao fazer o currículo

Ainda que fazer um currículo seja uma das principais etapas para conquistar uma vaga no mercado de trabalho, muitas pessoas ainda não sabem quais informações incluir ou deixar de fora. Com o aumento nos níveis de desemprego e a alta competitividade por oportunidades de emprego, fazer o documento da forma correta se torna ainda mais importante.

Em entrevista ao programa Radar, da Rádio Gazeta FM 107,9, a psicóloga e master coach Fátima Gehlen, que possui uma empresa especializada em gestão de pessoas, conta que recebe muitos currículos, mas a maioria das pessoas não sabe fazer a descrição de forma correta. Por esse motivo, muitos candidatos acabam perdendo uma oportunidade de trabalho, por não saber dispor as informações adequadamente.

“O currículo da gente é como nosso cartão de visita, é por onde o selecionador ou a empresa nos encontra. Precisa ser feito com muito cuidado e carinho, de uma forma que seja interessante para quem está buscando um profissional”, explica. Uma das orientações mais importantes da psicóloga é que, no currículo, devem constar apenas informações verdadeiras e que podem ser verificadas; a pessoa jamais deve incluir capacidades que não possui.

Outra dica de Fátima Gehlen é que o candidato não mantenha um documento fixo para encaminhar a todas as vagas de diferentes empresas. O ideal, segundo a especialista, é montar um currículo com as informações mais relevantes para cada cargo a que a pessoa concorrer, tendo em vista o perfil do estabelecimento e a função a ser exercida. “Muitas pessoas vão dizer que isso dá muito trabalho e dá, mas não existe um currículo que possa ser distribuído em todos os locais”, conta.

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Fátima: é fundamental incluir só informações corretas e que podem ser verificadas

O candidato deve saber a área onde deseja trabalhar e definir seus próprios talentos antes de montar o documento. Para Fátima, também é necessário atentar para as regras de português, evitar o uso de abreviações ou gírias e utilizar contatos atualizados. O número de telefone deve ser um que será atendido e o e-mail deve ser de uso pessoal e com o nome da pessoa, sem apelidos.

Para quem está desempregado, o currículo é o primeiro passo, mas a psicóloga alerta ainda para algumas precauções durante a entrevista de emprego. “Tome o cuidado de chegar no horário e, se não for comparecer, avise o selecionador.

Outra dica que gosto de pontuar é como você vai contar as experiências nas empresas onde trabalhou; tenha o cuidado de falar com carinho e usar as palavras certas”, alerta. Outra orientação é que a pessoa que concorre à vaga compareça sozinha, sem levar acompanhantes, e se vista da mesma forma como se vestiria para trabalhar na empresa.

Colaborou Rosemar Santos.

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O guia do currículo de sucesso

Dados de identificação: devem constar informações como nome completo, idade e telefone para contato com WhatsApp. O endereço só é necessário se for relevante para a vaga, no caso de uma função operacional, por exemplo, senão apenas a cidade já basta. Um diferencial é incluir o link para a página do candidato no LinkedIn, rede social especializada em trabalho. Não esqueça de incluir também outros conhecimentos específicos para vagas técnicas, se fala outros idiomas, ou se possui carteira de habilitação.

Foto: não é obrigatória, alguns recrutadores aprovam enquanto outros acham desnecessária. Se decidir incluir a foto, use um fundo branco ou neutro e faça uma imagem clara, que mostre bem o rosto. Pode estar sério ou sorrindo, o que não vale é usar fotos de festas, por exemplo.

Área de interesse: é o espaço onde o candidato explica com o que pretende trabalhar. Não adianta apenas contar quais suas características e qualidades, mas sim especificar vagas ou funções onde estaria apto a começar a trabalhar.

Formação: deve conter as informações escolares. Contudo, se possui o Ensino Superior, não é preciso mencionar onde fez o Ensino Médio. Da mesma forma, se tiver o Médio, as informações do Ensino Fundamental não são relevantes. É importante também acrescentar outros cursos que tenha feito, mas atente se eles são relevantes para a vaga em questão; se não tiverem nenhuma ligação, não precisa acrescentar.

Experiência: o histórico profissional começa pelo último emprego que a pessoa teve, onde trabalhou, quais atividades exerceu no local e por quanto tempo ficou. Experiências de poucos meses e que não sejam relevantes para a vaga desejada não precisam ser incluídas.

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