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Júri Caso Kiss

“Querem me prender, me prendam”, diz Kiko

Foto: Alencar da Rosa

Após os quatro depoimentos agendados para esta quarta-feira, 8, terem terminado, por volta das 17h40, o juiz Orlando Faccini Neto determinou que as oitivas dos réus acusados pela tragédia na Kiss, inicialmente previstos para esta quinta-feira, 9, começassem na sequência da noite de quarta. Elissandro Callegaro Spohr, o Kiko, iniciou o depoimento às 18h05. Natural de Santa Rosa, disse ser morador de Porto Alegre e comerciante. “Desde criança gosto de violão e instrumentos musicais”, disse Kiko, em resposta ao juiz sobre a música ter sido o caminho de entrada para as casas noturnas. “Tinha banda. Tocávamos Tequila Baby, Replicantes”, complementou.

Nos primeiros 20 minutos do depoimento, Kiko falou sobre a vida como músico. Ele disse que foi na inauguração da Kiss, quando era de outro proprietário. Afirmou que, em 2010, comprou a Boate Kiss de Tiago Mutti, que prestou depoimento no domingo, 5, por R$ 15 mil e mais um carro. “Todo mundo lembra da parte ruim da Kiss, mas também teve a parte boa”, salientou Elissandro Sporh, no primeiro momento de choro no depoimento. Ele lembrou da festa “Quinta Absoluta”, que fez o sucesso da boate com os universitários. “Dei uma entrevista no hospital, dizendo que o engenheiro que me indicou a espuma foi o Pedroso. Mas não foi. Ele pediu pra tirar”, falou Kiko.

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A banda Projeto Pantana, então grupo do réu, pretendia lançar um clipe na semana seguinte a que ocorreu o incêndio. Ao ser perguntado pelo juiz, Elissandro Spohr afirmou que a Banda Gurizada Fandangueira usou artefato pirotécnico em 27 de janeiro de 2013 sem autorização. “Não condiz com a realidade”, diz Kiko sobre afirmações de que desligava ar-condicionado na Boate Kiss para os clientes consumirem mais. O réu afirmou ainda que tomou ciência do incêndio após colocar um homem embriagado para fora da casa e ser avisado por funcionários.

A partir deste momento do depoimento, Kiko ficou bastante emocionado e chegou a se virar para os familiares das vítimas, que estavam na plateia. Chorando, disse que amigos mandaram mensagem dizendo para ele se matar. “Eu iria me matar mesmo”, complementou, chorando. Ele disse que ao obter as informações sobre o crescente número de mortos ao longo da manhã do dia 27, chegou a vomitar. “Eu tinha que resolver isso, e não sabia como. Eu não quis isso. Não escolhi isso. É algo que não tem explicação. Querem me prender, me prendam. Eu estou cansado”.

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Enquanto isso, os pais de familiares que estavam na plateia do tribunal do júri ficaram de pé no plenário e deram as mãos. Diante do momento de intensa emoção, o juiz Orlando Faccini Neto decidiu interromper o depoimento, dando 40 minutos de intervalo.

Antes de Kiko, mais três testemunhas

Geandro Kleber de Vargas Guedes, que era gerente de vendas de uma empresa que fornecia bebidas para a Absinto e a Kiss, e o publicitário Fernando Bergoli, que também atuava com Kiko e Mauro, prestaram rápidos depoimentos no início da tarde sobre a relação dos empresários nos contatos comerciais. A 28ª e última testemunha a ser ouvida no caso, o promotor de Justiça Ricardo Lozza foi o responsável pelo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que estabelecia as adequações a serem feitas na Boate Kiss para resolver o problema de vazamento acústico. Ele negou que a colocação da espuma (que, em contato com a centelha do artefato pirotécnico acionado durante show) tenha sido permitida pelo documento.“(O TAC) Jamais sugeriu, recomendou, indicou qualquer uso de espuma”, afirmou Lozza. “O Ministério Público não tem qualquer ligação com isso”.

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