A Rota de Santa Maria considera que os primeiros cinco anos de concessão da RSC-287 foram marcados por desafios superiores aos previstos, mas também por avanços importantes. A avaliação foi apresentada pelo diretor-geral da concessionária, Leandro Conterato, em entrevista à Rádio Gazeta FM 107,9 nesta segunda-feira, 31, quando a concessão completa cinco anos.
Segundo Conterato, a enchente de 2024 alterou significativamente o planejamento da empresa. A rodovia sofreu danos em diversos pontos e exigiu investimentos emergenciais e projetos de reconstrução que não estavam previstos originalmente. “Os desafios foram muito maiores do que se imaginava”, afirmou.
Apesar disso, segundo ele, a concessão conseguiu avançar. “Estamos conseguindo gradativamente avançar com a concessão e com o projeto”, ressaltou ele, durante entrevista exclusiva para a Rádio Gazeta FM 107,9.
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Avanço na duplicação
Para a concessionária, o principal resultado desses cinco anos é o avanço da duplicação. São cerca de 12 quilômetros de novas pistas já entregues, com aproximadamente R$ 130 milhões investidos. Outros 30 quilômetros estão em execução.
Entre Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires, são cerca de 20 quilômetros de obras, enquanto o trecho entre Santa Cruz e Vera Cruz soma aproximadamente 11 quilômetros. Os investimentos incluem, além das pistas, passarelas, marginais, retornos e outros dispositivos. “Acho que o resultado maior é as obras de duplicação que estão acontecendo. Acho que esse foi o grande pedido da população de toda a região”, destacou Conterato.
No trecho entre Santa Cruz e Venâncio, a previsão é liberar a pista duplicada no primeiro trimestre de 2027. A expectativa é que todo o conjunto de obras em andamento na região esteja concluído no primeiro semestre do próximo ano. “A meta é que dentro do primeiro trimestre do próximo ano você consiga ir de Santa Cruz a Venâncio e retornar usando a pista duplicada”, projetou.
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Segundo o diretor-geral, a principal mudança para os usuários será a melhoria na circulação. “Essa primeira diferença que os usuários vão sentir é essa fluidez no tráfego e uma diminuição no tempo de deslocamento”, citou o gestor.
Reconstrução após as enchentes
As obras de reconstrução e adaptação da rodovia representam outro grande eixo da concessão. Atualmente, os projetos determinados pelo governo do Estado somam cerca de R$ 620 milhões.
As principais intervenções estão em Mariante, Candelária e nas estruturas sobre os arroios Barriga e Grande. Em Mariante, a obra envolve reconstrução, duplicação e elevação da rodovia, além de sete pontes secas em cada pista. A nova estrutura será construída em cota mais elevada e com maior resistência à ação das águas.
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A previsão é liberar a primeira pista no início de 2027. A reconstrução da pista antiga deve ocorrer cerca de seis meses depois, com conclusão prevista para o fim de 2027 ou início de 2028.
A ponte sobre o rio Taquari, em Mariante, ainda tem a solução definitiva em análise. Uma das alternativas estudadas prevê uma nova estrutura com quatro faixas, mais elevada, enquanto a ponte atual seria mantida como apoio.
Recuperação do pavimento é desafio
Ao mesmo tempo em que amplia a rodovia, a concessionária reconhece que precisa acelerar a recuperação do pavimento existente. “Esse é o desafio que temos agora para concluirmos a recuperação da pista existente da rodovia”, afirmou Conterato.
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Segundo ele, o fluxo de caixa é um dos fatores que limitam o ritmo dessas intervenções. A empresa precisou assumir despesas extraordinárias após as enchentes e aguarda ressarcimentos referentes a parte dos investimentos.
A estratégia é aproveitar as duplicações para recuperar a pista antiga depois que o tráfego for transferido para a nova estrutura. Dessa forma, as intervenções podem ser feitas sem a necessidade de manter o trânsito em sistema de pare e siga.
Tecnologia e revisão do contrato
Entre as novidades para os próximos anos está a balança de pesagem automática instalada entre Santa Cruz e Venâncio Aires. O equipamento já coleta dados e aguarda a integração com os sistemas estaduais para iniciar a fiscalização.
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A expectativa da concessionária é começar as autuações no início de 2027. Segundo Conterato, os testes já identificaram excesso de peso significativo em veículos. “Já identificamos que existe, sim, a presença de excesso de peso significativo todos os dias”, revelou.
A empresa também discute com o governo do Estado a possibilidade de implantação do sistema free flow nas praças de pedágio. O tema está entre os pontos analisados na revisão quinquenal do contrato, que também envolve possíveis descontos para usuários frequentes, atualização tecnológica e adequações às demandas locais.
Para Conterato, a revisão é uma oportunidade de ajustar o contrato para os próximos anos. “A revisão quinquenal é uma oportunidade para olhar para os primeiros cinco anos da concessão, para ver o que está funcionando, o que não funciona e o que precisa atualizar para enfrentar os próximos 25 anos”, disse.
A avaliação da Rota de Santa Maria é que a concessão entra agora em uma fase de maior volume de entregas. “Os próximos dois, três, quatro anos serão de muitas entregas”, projetou o diretor-geral. A expectativa é que a conclusão das duplicações, a recuperação do pavimento, as obras de resiliência e a incorporação de novas tecnologias deixem a RSC-287 mais segura e preparada para eventos climáticos extremos.
Ouça a entrevista na íntegra:
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