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Rússia autoriza retomada das importações de tabaco do Brasil

O Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia autorizou nessa quarta-feira, 28, a retomada das importações de tabaco do Brasil. O país do Leste Europeu havia vetado, desde 19 de julho, a compra do produto brasileiro e de mais quatro países. A medida ocorreu sob a alegação de que houve a identificação, no ano passado, de 33 casos da mosca Megaselia scalaris em tabaco do Brasil e de países como a Índia, África do Sul, Tanzânia, Estados Unidos, Malawi e Bélgica. O inseto é considerado uma praga quarentenária na Rússia e nos demais países da União Econômica Eurasiática (UEE).

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) recebeu com satisfação a informação de que o organismo russo considerou possível retomar o embarque de tabaco não manufaturado e desperdícios de tabaco brasileiro para a Rússia. Conforme o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, a decisão foi tomada com base nas garantias da Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) do Brasil e é resultado direto das negociações com representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ocorridas no dia 23 de julho.

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O SindiTabaco, em nota na tarde dessa quarta-feira, ressaltou “a célere resolução do caso pelo Mapa, considerando que a Rússia é um importante importador do tabaco brasileiro, se destacando entre os 10 maiores clientes do produto nos últimos anos”. Conforme a entidade, em 2020 a Rússia importou cerca de 22 mil toneladas, gerando divisas de US$ 54 milhões. Até junho de 2021, o país russo embarcou US$ 22 milhões e 12 mil toneladas.

Após o veto imposto pela Rússia, o assunto foi conduzido pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa, em Brasília, que contatou autoridades russas do mesmo escalão hierárquico. “Estávamos confiantes num desfecho positivo, uma vez que o Brasil se destaca no cenário mundial pela qualidade e integridade do seu produto e é, por esse motivo, o maior exportador mundial de tabaco há quase 30 anos” disse o presidente do SindiTabaco.

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