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Sanfoneira Bia Socek faz tour pelo Rio Grande do Sul

Foto: Alencar da Rosa

Bia até tocou ao vivo na Rádio Gazeta FM 101,7

Aos 26 anos, Bia Socek não imaginava que chegaria a tanto. Natural de Quitandinha, pequena cidade da região metropolitana de Curitiba, no Paraná, a cantora, multiinstrumentista e designer, que se identifica com a música gaúcha, é considerada a melhor sanfoneira do País. Com seu talento, carisma e humildade, Bia conquistou uma base de fãs no YouTube. Seus vídeos, que trazem solos de sanfona e covers de músicas famosas, têm 300 milhões de visualizações. Já nas redes sociais, contabiliza mais de 2,6 milhões de seguidores.

Entre os dias 20 de maio e 2 de junho, a cantora e sanfoneira iniciou um tour pelo Rio Grande do Sul, indo a 15 cidades do Estado. De passagem pelo Vale do Rio Pardo, fez parada na Rádio Gazeta FM 101,7, emissora da Gazeta Grupo de Comunicações. Foi no programa Arena Sertaneja, apresentado por Mateus Machado. Além de contar um pouco de sua trajetória, ela também tocou músicas como Esquema Preferido, de Os Barões da Pisadinha; Do Fundo da Grota, de Baitaca; e Ajoelha e Chora, de Tchê Garotos.

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O tour de Bia faz parte de uma parceria com o programa Origens do Sul, idealizado por Claudio Gomes e veiculado em canal no YouTube, com transmissão para 240 emissoras do País. “Toda a viagem é fotografada. Os vídeos registram nossa passagem por diversos lugares, para que, depois, possamos produzir conteúdo bem bacana nas nossas redes sociais, que terá ainda a participação de outros artistas”, destaca. No roteiro de divulgação, ela também esteve em Candelária, onde, ao lado do empresário Alexandre Peixoto e da candelariense Tauany Faber, inaugurou seu fã-clube no município.

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Artista paranaense tem no repertório músicas gaúchas e estilos ecléticos de várias regiões

Carreira despertada na infância

A vocação de Bia Socek para a arte musical despertou ainda na infância, quando improvisava uma bateria feita com tampas de panela e latas, que usava para ritmar músicas tocadas no rádio. Bia, que perdeu o pai quando ainda era bebê, antes de completar 2 anos de idade, sempre teve o incentivo da mãe, dona Anastácia Laska. Foi ela, inclusive, quem a matriculou em curso de música. Aos 8 anos, a menina já tocava violão, e aos 13 adotou também a viola caipira como instrumento de trabalho.

Todos os sábados, percorria de ônibus cerca de 60 quilômetros de casa até Curitiba, para ter aulas de música. “Era mais tempo no ônibus do que na própria aula. Chegava a dar uma hora e meia dentro do ônibus para ir e o mesmo tempo para voltar. E a aula era de apenas uma hora. Mas a mãe insistia”, frisa. Foram cinco anos de curso, e ali aprendeu a tocar violão, viola caipira e ukulele.

Também aos 13, Bia participou, com seis músicas, da coletânea de um CD intitulado Triângulo Sertanejo, juntamente com duas duplas conhecidas de Curitiba. Um ano mais tarde, aprendeu a tocar viola e gravou o CD Risquei seu Telefone, fazendo parceria na gravação com o padre Reginaldo Manzotti. A comercialização dos CDs foi feita por ela e pela mãe, de mão em mão, em festas e eventos regionais. A média de vendas por domingo era de 80 a 90 unidades. “Além de vender os CDs, aproveitava o fato de estar nas festas locais, e pedia para os músicos me deixarem subir no palco para cantar. Alguns até davam espaço. Mas outros, não. Percebo o quanto isso é importante, dar estímulo e incentivo às crianças e aos jovens que têm talento na música”, conta.

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Aos 15 anos aprendeu a tocar gaita, instrumento onipresente em sua carreira. Já aos 17, formou-se no curso de Teatro e depois em Técnica de Design e Inglês. Conhecimentos estes que ela aplica de forma proveitosa nas atividades ligadas à música, como a criação de páginas e produção de vídeos nas redes sociais e divulgação de sua trajetória no YouTube.

Aos 22 anos, Beatriz Soczek, como é batizada, passou a morar em Goiânia (GO). Desde então, é representada pelo empresário carioca Alexandre Peixoto. Com nove CDs gravados, em seu repertório, além de músicas de origem gaúcha, tem ainda o estilo eclético, que prestigia ritmos de diversas regiões do País, como a pisadinha, o forró e a música eletrônica. Recentemente gravou música com o DJ Jesus Luz. O trabalho My Life (feat Ana Lélia) é uma mistura do estilo eletrônico com o acordeon.

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