A Prefeitura de Santa Cruz do Sul intensifica as ações de atendimento à população em situação de rua durante o inverno. Em entrevista à Rádio Gazeta FM 107,9, a secretária de Desenvolvimento Social e Inclusão, Fátima Alves, explicou que equipes realizam abordagens todas as noites para oferecer acolhimento, alimentação, banho e pernoite no albergue municipal. Atualmente, a estimativa é de que cerca de 100 pessoas estejam vivendo nas ruas do município.
As rondas ocorrem, principalmente, por volta das 23 horas e das 2 horas da madrugada, horários em que as temperaturas costumam ser mais baixas. Durante as abordagens, os profissionais convidam as pessoas para permanecerem no albergue, onde há estrutura com camas, cobertores, refeições e atendimento técnico.
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De acordo com a titular da pasta, o município também reorganizou o serviço de acolhimento, que hoje conta com assistente social, psicóloga, entre outros profissionais. Além do pernoite, o espaço oferece encaminhamentos para emissão de documentos, atendimento de saúde e tratamento para dependência química.
“Muitas pessoas recusam o acolhimento”
Apesar da estrutura disponível, a adesão ao serviço ainda enfrenta resistência. “Muitas pessoas recusam o acolhimento porque preferem permanecer nas ruas, onde conseguem doações e não precisam seguir as regras estabelecidas pelo albergue”, informou a a secretária. “Não dá para chegar no albergue e fazer o que quiser. A oferta de algumas pessoas da comunidade, por serem pessoas boas e bondosas aqui em Santa Cruz, também faz com que essas pessoas se mantenham ali, na rua”.
Ela ainda ressaltou que a legislação impede que o poder público obrigue uma pessoa em situação de rua a permanecer no albergue contra a sua vontade. “Quem não aceita o convite para ir até o albergue, assina um termo dizendo que foi convidado, para nos respaldar também”.
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Conforme a Secretaria de Desenvolvimento Social e Inclusão, a maior parte das pessoas em situação de rua é do próprio município. Nos casos de pessoas de outras cidades, o trabalho busca restabelecer o vínculo familiar e, quando possível, disponibilizar passagens para o retorno ao município de origem. Atualmente, cerca de 35 pessoas frequentam regularmente o albergue, enquanto outras aderem ao serviço apenas em determinados períodos.
Além do acolhimento, a secretaria trabalha na reinserção social por meio da empregabilidade. Até o momento, oito pessoas que passaram pelo albergue já foram encaminhadas para vagas de trabalho.
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Ouça a entrevista na íntegra:
Colaborou Ronaldo Falkenback
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