Os fortes ventos provocados pelo ciclone que atuou sobre o Rio Grande do Sul nessa quinta-feira, 6, deixaram um rastro de estragos em diferentes regiões do Estado. Até o fim da tarde desta sexta-feira, 7, a Defesa Civil estadual contabilizava 114 municípios com danos comunicados ao Centro de Operações (Codec).
Os registros incluem destelhamentos, quedas de árvores e postes, interrupções no fornecimento de energia, bloqueios de ruas e rodovias e danos em residências, escolas, prédios públicos e outras estruturas. O levantamento, porém, não reúne todas as ocorrências registradas no Estado.
No Vale do Rio Pardo, Santa Cruz do Sul foi um dos municípios mais atingidos. Segundo a Defesa Civil estadual, mais de 100 residências tiveram danos, com destelhamentos parciais ou totais. Tanto na área urbana quanto na rural houve registro de queda de árvores e postes. Os ventos ainda destruíram estruturas do Parque de Eventos.
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Estragos na cidade e no interior
A Prefeitura de Santa Cruz do Sul detalhou os números nesta sexta-feira. Conforme a Defesa Civil municipal, 81 casas tiveram os telhados danificados na área urbana e cerca de 20 no interior. Os moradores atingidos solicitaram telhas e lonas para proteger os imóveis e iniciar a recuperação dos danos.
A distribuição de telhas começou nesta sexta-feira. A expectativa da Prefeitura é atender a maior parte das demandas até o fim da tarde deste sábado, 8.
Segundo o secretário de Segurança e Trânsito, Reginaldo Martins Brito de Campos, que também coordena a Defesa Civil, equipes da Prefeitura foram mobilizadas desde a noite de quinta-feira e durante a madrugada de sexta para prestar auxílio às famílias atingidas.
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De imediato, foram distribuídas lonas para os imóveis com telhados comprometidos. As equipes também atuaram em pontos atingidos pela queda de árvores, postes e outras estruturas. Os trabalhos seguem neste sábado para dar continuidade aos atendimentos e reduzir os impactos provocados pelo temporal.
O número coloca Santa Cruz entre os municípios com maior quantidade de residências atingidas no levantamento estadual. O maior registro é de Minas do Leão, onde mais de 300 casas tiveram danos nos telhados. Caseiros aparece com 140 residências atingidas.
Estragos espalhados pelo Vale do Rio Pardo
Outros municípios do Vale do Rio Pardo também aparecem no relatório da Defesa Civil estadual.
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Em Rio Pardo, os fortes ventos provocaram queda de árvores e danos em telhados de residências.
Encruzilhada do Sul registrou obstrução de uma via após a queda de vegetação.
Em Pantano Grande, quatro residências tiveram danos nos telhados. Na manhã desta sexta-feira, o município informou ainda que toda a cidade estava sem energia elétrica.
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Sinimbu precisou distribuir lonas para quatro residências que tiveram danos nos telhados em razão do vendaval.
Já em Vera Cruz, foram registrados destelhamentos parciais de casas, além de quedas de árvores e postes.
Levantamento não inclui todos os estragos da região
Apesar da abrangência do relatório estadual, é importante destacar que outros municípios do Vale do Rio Pardo também tiveram danos durante o temporal, mas não aparecem na relação divulgada pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul no fim da tarde desta sexta-feira.
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Morte e feridos
O temporal também deixou vítimas. Em Montenegro, um motociclista morreu depois de atingir uma árvore que havia caído em razão dos fortes ventos. O óbito foi confirmado pela Defesa Civil na manhã desta sexta-feira.
Em Dom Feliciano, três pessoas ficaram feridas. Em Novo Hamburgo, uma pessoa sofreu ferimentos após um acidente envolvendo fios de um poste que havia caído.
Além dos danos em imóveis, a queda de árvores e postes provocou bloqueios de vias e problemas no fornecimento de energia em diversos municípios.
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