Santa Cruz do Sul está entre os municípios contemplados pelo Programa Inverno Gaúcho com Saúde 2026. Em portaria publicada no Diário Oficial do Estado nessa quarta-feira, 13, o governo gaúcho habilitou 79 hospitais para ampliação de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) durante o inverno. Na região dos Vales, serão 36 novas vagas para reforçar o atendimento de casos respiratórios.
Nesta fase, serão abertos 446 novos leitos adultos, tanto de tratamento intensivo (UTI) quanto de suporte ventilatório, em todas as macrorregiões, reforçando a capacidade de atendimento do SUS de forma descentralizada. O investimento será de R$ 42,78 milhões. Na semana passada, já haviam sido abertos 158 leitos pediátricos em 45 hospitais.
“Com esses novos leitos adultos, somados aos pediátricos, totalizamos mais de 600 financiados com recursos estaduais para fortalecer a rede hospitalar em todo o território gaúcho, garantindo atendimento mais próximo da população e reduzindo a pressão sobre os grandes centros durante o período de maior circulação de vírus respiratórios”, destacou a secretária da Saúde, Lisiane Fagundes.
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Ela também destacou que o Estado solicitou ao governo federal a habilitação de 1.277 leitos adicionais. “Com isso, teremos um reforço de mais de 1,8 mil leitos no inverno”, detalhou. A ampliação dos leitos adultos contempla hospitais distribuídos em sete macrorregiões, respeitando as necessidades locais e a organização regional do sistema de saúde.
Região Metropolitana
A macrorregião Metropolitana reúne o maior número de novos leitos, com 194 vagas, distribuídas por hospitais da capital e de municípios da Região Metropolitana e do Litoral Norte. O volume expressivo reflete a alta densidade populacional e a maior demanda por serviços de média e alta complexidades na região. A ampliação alcança diferentes pontos do território, como Campo Bom, Gravataí, Guaíba, Montenegro, Novo Hamburgo e Capão da Canoa, além de diversos hospitais de Porto Alegre.
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Reforço no interior
Nas demais regiões, a ampliação reforça a lógica de interiorização e regionalização da assistência:
- Serra: 50 leitos, distribuídos por municípios como Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Farroupilha e Vacaria
- Norte: 50 leitos, com destaque para Passo Fundo, Erechim e Frederico Westphalen
- Missioneira: 35 leitos, contemplando locais como Ijuí, Santa Rosa, Cruz Alta e Santo Ângelo
- Vales: 36 leitos, em municípios como Lajeado, Santa Cruz do Sul, Estrela e Taquari
- Centro-Oeste: 41 leitos, com reforço em polos como Santa Maria, Uruguaiana, Alegrete e Santana do Livramento
- Sul: 40 leitos, incluindo Pelotas, Rio Grande, Bagé e Piratini
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A distribuição busca equilibrar a oferta de serviços entre as regiões, evitando deslocamentos longos e garantindo maior resolutividade assistencial no próprio território. A definição dos hospitais considerou critérios técnicos baseados na proporcionalidade da alocação dos recursos, em consonância com a população atendida por cada macrorregião de saúde, bem como na análise da necessidade assistencial e na busca pelo equilíbrio regional na oferta de serviços.
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Também foi priorizada a ampliação da oferta de novos leitos de UTI destinados ao atendimento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), observando-se a distribuição conforme os quantitativos de leitos efetivamente disponibilizados em cada macrorregião. A regionalização da abertura dos leitos permite uma resposta mais ágil ao aumento dos casos SRAG, tanto em adultos quanto em crianças, ampliando o acesso e qualificando o atendimento.
A Secretaria da Saúde (SES) realizará o acompanhamento contínuo da ocupação dos leitos e da evolução dos casos nas diferentes regiões. A estratégia reforça o compromisso com uma rede de saúde regionalizada, garantindo atendimento mais próximo, oportuno e eficiente à população durante o inverno.
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Telemedicina pediátrica evita transferências desnecessárias
Além da abertura de leitos, o Programa Inverno Gaúcho com Saúde 2026 também conta com a assistência por meio da Telemedicina Pediátrica, iniciativa estratégica do governo para qualificar o atendimento e reduzir a pressão sobre os hospitais. Em sua primeira semana de funcionamento, entre os dias 4 e 10 de maio, o serviço avaliou 166 solicitações de transferências de pacientes pediátricos em todo o Estado, com 86,1% dos casos resolvidos localmente, sem necessidade de deslocamento para outro hospital.
O serviço foi retomado em 2026, de forma antecipada, como parte da preparação para o período de maior circulação de vírus respiratórios. A telemedicina funciona com equipes médicas especializadas que atuam a partir do Departamento de Regulação Estadual (DRE), prestando suporte remoto a profissionais de hospitais de menor porte, unidades de pronto atendimento, enfermarias pediátricas e UTIs neonatais e pediátricas.
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Diariamente, os médicos do serviço analisam os casos de crianças internadas ou que aguardam transferência, orientam o manejo clínico, ajustam condutas e auxiliam na escolha de tratamentos mais adequados. Esse acompanhamento especializado à distância tem papel importante para evitar a evolução dos casos para quadros graves, reduzir a necessidade de transferências e, em muitos casos, prevenir internações em leitos de UTI.
A iniciativa contribui diretamente para a organização da rede, garantindo que os leitos hospitalares sejam destinados a pacientes que realmente necessitam de cuidados intensivos, ao mesmo tempo em que amplia a resolutividade da assistência nas regiões de origem dos pacientes.
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