Após o prefeito Telmo Kirst vetar a lei que instituía o Banco de Leite Materno em Santa Cruz do Sul, devido ao fato de constituir vício de iniciativa, por sugestão do próprio Executivo, o vereador Gérson Trevisan está reencaminhando a proposta na forma de indicação. A ideia foi prontamente acolhida pelo secretário de saúde, Henrique Hermany que, na manhã desta quarta-feira, dia 6, em reunião com o vereador e as coordenações do Programa Bem-Me-Quer (BMQ) e Primeira Infância Melhor (PIM), deu início às tratativas para viabilizar o serviço.
O próximo passo agora é avaliar a necessidade de estrutura física, de equipamentos para coleta, conserva e estocagem do produto e de funcionários, além das condições para atender o que preconiza a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Profissionais da secretaria também farão visitas às prefeituras de Porto Alegre, Passo Fundo e Ijuí, municípios que já dispõe de banco de leite, para conhecer as experiências.
Além do atendimento a bebês recém-nascidos, prioritariamente desnutridos e prematuros, e de lactantes com patologias que exijam aleitamento natural, a oferta de leite materno, através do banco, poderá substituir, em muitos casos, a utilização de fórmulas prontas artificiais, fornecidas pela secretaria, desonerando o município dessa compra. O abastecimento seria feito através de doações voluntárias de mães com excedente de leite. “Além de aumentar a autoestima da mulher pelo gesto de solidariedade com outras mães, a amamentação ajuda na prevenção do câncer de mama, na recuperação mais rápida após o parto e na saúde do bebê”, disse Hermany.
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Trevisan ressalta que tem acompanhado as ações do Ministério da Saúde no intuito de incentivar os municípios a adotar políticas públicas de estímulo ao aleitamento materno. “Conversei com várias mulheres e todas acharam positiva a ideia. Uma vez implantada a estrutura no município teremos que trabalhar na questão da conscientização, para que aquelas mães que estejam aptas a doar o seu leite, contribuam com essa causa”, disse.