Há quem descubra a música por acaso. Mas na vida de algumas pessoas o amor por cantos e melodias chega naturalmente. Na história de Silvane Severo, 45 anos, a arte não entrou pela porta; ela sempre esteve presente dentro de casa, a partir da influência da família.
Aos oito anos, nos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs), deu os primeiros passos nessa relação que, mais tarde, se tornaria parte essencial de quem é. A trajetória como cantora começou na escola, quando teve a oportunidade de participar de festivais estudantis e rodeios artísticos, conquistando inclusive algumas premiações.
Aos 16 anos, assumiu o canto como profissão, quando começou a cantar em bares. A experiência rendeu convites para integrar a Banda Garotos dos Sonhos e, posteriormente, a Orquestra Cassino – hoje chamada Banda Cassino –, onde permaneceu por 12 anos. Nesse período, também participou de outras formações. Foi nesse período que conheceu Edinho Nascimento, com quem formou uma dupla que mantém até hoje.
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Silvane conta que sua principal influência vem da cultura gaúcha. No entanto, com o passar do tempo, abriu-se a diferentes estilos, ampliando sua forma de interpretar e de se expressar. “Minha identidade está menos no gênero e mais na forma como sinto e entrego cada canção, com verdade, sensibilidade e conexão”, afirma. Durante muitos anos, também se apresentou em bailes, vivência que, segundo ela, foi uma grande escola.
Ao longo da carreira, a santa-cruzense revela que enfrentou desafios, especialmente a instabilidade da profissão e a constante necessidade de adaptação. Para ela, seguir nesse caminho exige resiliência e dedicação. Ainda assim, acredita que cada experiência contribuiu para seu crescimento e seu fortalecimento.
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“Hoje, tenho ainda mais certeza do meu caminho, porque é cantando que me encontro.”
Ao falar sobre momentos marcantes, Silvane destaca que, mais do que um episódio específico, o que realmente a toca é poder fazer parte de ocasiões especiais, como casamentos, aniversários e celebrações. “Levar minha arte para esses momentos me emociona e me faz sentir parte da história das pessoas”, declara.
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Além dos palcos, ela também atua com musicoterapia, tendo desenvolvido um trabalho especial em um lar de idosos. “Sempre tive o desejo de que meu trabalho pudesse levar não apenas entretenimento, mas também acolhimento, contribuindo, de alguma forma, para o bem-estar e a cura.”
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Novos projetos
Atualmente, Silvane está produzindo uma canção em parceria com o cantor nativista Cristiano Quevedo, com lançamento previsto para em breve. “Essa música é uma homenagem ao meu pai, que sempre foi meu maior incentivador”, salienta. Paralelamente, segue trabalhando com sua dupla, com Edinho Nascimento, empenhada em desenvolver um projeto que retrate a pluralidade dos ritmos brasileiros.
Além da carreira artística, Silvane também atua como empresária e na assessoria da mesa diretora da Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul. É formada em Administração e, recentemente, concluiu sua formação como consteladora familiar. Segundo ela, todas essas experiências se complementam e fortalecem quem ela é e a forma de levar a música. “No fim, tudo se integra à minha essência.”
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Dentro da música, Silvane segue sonhando em levar seu trabalho cada vez mais longe, alcançando novos públicos e vivenciando diferentes experiências. Deseja continuar desenvolvendo projetos que toquem as pessoas de alguma forma, seja por meio da emoção, da memória ou do cuidado. “Mais do que um ponto de chegada, vejo esse caminho como uma construção constante. E o que mais quero é continuar vivendo isso com leveza e verdade.”

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