Dias atrás fomos a Rio Pardo, para obter um documento no Cartório, e aproveitamos o tempo vago para fazer um rápido tour pela cidade. Morei lá por alguns meses 50 anos atrás. Foi em 1976, nunca esqueci, porque em curto espaço de tempo construí vínculos que seriam definitivos. O mais importante foi com uma jovem que conheci, com ela namorei, casei e vivo até hoje.
Em paralelo, se estabelece laços com pessoas, com a cidade e suas referências. Tenho muitas lembranças, por exemplo, da Matriz Nossa Senhora do Rosário e me fez muito bem ver este patrimônio sendo restaurado e preservado.
Também vi o empenho da administração municipal para revitalizar a rua central com nova pavimentação e arborização. E até o esforço para tentar organizar o trânsito por ruas laterais, apertadas e íngremes.
Mas é difícil, todos concordamos, porque o cenário, todo o ambiente urbano, está, de alguma forma, engessado.
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Rio Pardo não pode e não vai abrir mão do seu protagonismo na história do Rio Grande do Sul. E também não vai deixar para trás o patrimônio histórico que estas ruas estreitas abrigam. Mas não pode ficar refém do passado.
Se me permitem dizer, Rio Pardo precisa se reinventar. Primeiro – e sobretudo – pela iniciativa e o incentivo do Poder Público Municipal. Mas também com a indispensável parceria de investidores e empreendedores.
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Quem sabe se pensa em urbanizar uma cidade alta, no entorno de Rincão Del Rey, livre das enchentes do Rio Jacuí, a poucos quilômetros do centro histórico e, ao mesmo tempo, próxima das indústrias e dos empregos na área de serviços de Santa Cruz do Sul.
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Um complexo habitacional planejado, moderno, acessível, com toda a infraestrutura de setores prioritários como saúde, educação e serviços, com mobilidade e fácil acesso aos centros urbanos, com certeza atrairia o interesse de centenas, talvez milhares, de famílias.
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Quem sabe, empresas do setor do tabaco, da construção civil, dos macroatacados e supermercados e de vários outros setores que hoje custeiam transporte até para municípios distantes não se interessariam em estabelecer parcerias com a administração municipal para atrair mão de obra para perto de suas bases? Uma espécie de subsídio residencial em troca de fidelidade empregatícia, por que não?
Na minha visão, todos sairiam ganhando: Rio Pardo, o município, porque abriria um novo horizonte para voltar a crescer, a incrementar sua arrecadação com consumo, impostos, empregos, serviços de toda ordem. Um ambiente propício para atrair empresas ao longo da BR-471, para dar suporte a um novo aeroporto às margens da mesma rodovia, dinheiro novo circulando, robustecendo a economia e, de alguma forma, subsidiando o centro histórico da cidade.
A economia regional se beneficiaria com a atração de mão de obra, hoje tão escassa em todas as áreas. E um imenso contingente de famílias, trabalhadores em busca de uma oportunidade, teriam um ambiente acolhedor, seguro, acessível para transformar sonhos em realidade. Não sei se vou viver o suficiente para ver este sonho se realizar. Mas a intuição me diz que este é o caminho e o futuro de muita gente.
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