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Verão: tempo de gastar mais

Algumas pessoas dizem preferir dias mais frios ou pelo menos mais amenos. A maioria, entretanto, gosta do verão. Claro, quando são dias mais escaldantes, com temperaturas próximas ou até acima de 40 graus, com as quais estamos convivendo nesta temporada, é difícil encontrar alguém que não reclame. Independente de gostar ou não, o fato é que o verão é uma época de festas especiais, de viagens, praia, descanso e mesmo quem fica na cidade tem mais motivos para gastar. Enfim, é um tempo de aliviar a mente e o estresse, repor as energias e se preparar para um novo ano cheio de expectativas, principalmente com as eleições, e de previsões, algumas no mínimo preocupantes, como a pandemia que insiste em se renovar com variantes, a inflação de preços e a economia que permanece em marcha lenta.

Mas essa variedade de atividades do verão leva as pessoas a gastarem mais. Começa no último trimestre do ano anterior, com a Black Friday, seguindo com as festas – das famílias, de colegas e amigos, e os presentes de Natal; na sequência, em janeiro, concorrendo com as despesas normais, tem as sazonais, como compra de material escolar, pagamento do IPTU e  IPVA. Quer dizer, o cardápio de gastos é enorme e não dá trégua. No verão, além das citadas despesas, alguns itens acabam nos fazendo gastar mais. A Equipe Organizze chama a atenção para alguns deles que, embora ocorram durante o ano inteiro, no verão são mais expressivos e provocam maiores gastos financeiros:

  1. Férias – é o que mais pesa. O ideal seria que a pessoa ou a família programasse as férias durante o ano, não só o que fazer e para onde ir, mas, também, a parte financeira, guardando mensalmente algum dinheiro para a finalidade, fazendo reservas antecipadas de hotéis e pesquisando preços de pacotes. Como isso raramente acontece, as despesas das férias saem das rendas e salários do mês ou são convertidas em dívidas, principalmente no cartão;
  2. Procedimentos estéticos – para conseguir eliminar alguns quilinhos a mais e fazer bonito na piscina do clube ou na praia, o que nem sempre se consegue com rapidez numa academia, muitas pessoas recorrem a tratamentos estéticos, que geralmente custam muito dinheiro;
  3. Comidas e bebidas de praia –  parece que os petiscos e até o milho verde, a caipirinha e a cerveja consumidos debaixo de um guarda-sol tem um gosto diferente, melhor, embora não seja só a água do mar que é salgada, mas os preços também;
  4. Passeios nos finais de semana – mesmo ficando em casa, as saídas na própria cidade implicam em maiores gastos: são sorvetes, sucos, chopes, etc., que, embora sejam de custos menores, somados atingem valores significativos;
  5. Consumo de energia elétrica – além de já estar cara, por causa da menor produção em decorrência de problemas hídricos (falta de chuvas para encher os reservatórios), há um consumo absurdo, neste verão de temperaturas altíssimas, com o uso de ventiladores e aparelhos de ar condicionado que dão um “refresco”, mas que, quanto mais tempo ficarem ligados, maior será o consumo de energia e, portanto, maior será a conta: a dica, então, é poupar em outros itens, como manter os ambientes bem ventilados, usar o chuveiro elétrico por menos tempo e em temperatura mais baixa, juntar maior quantidade de roupas para passar o ferro, não abrir a geladeira a toda hora e, se for o caso, revisar o sistema de energia elétrica da casa;
  6. Dinheiro extra – para quem é assalariado, a soma do 13º salário, bônus, participação nos resultados da firma, além dos adiantamentos de verbas das férias, pode passar a impressão de que há muito dinheiro para gastar. Contudo, às vezes, esquece-se que, no mês seguinte, o salário volta ao patamar normal, com o agravante do desconto de adiantamentos.

Para quem se planejou e, melhor ainda, já pagou despesas de viagens, principalmente hotel e passagem de avião, se for o caso, mostrou que é educado financeiramente e, certamente, vai poder usufruir das férias de forma mais tranquila, porque pôde escolher as opções mais interessantes e com melhor custo/benefício para o bolso. A não ser que tenha comprado passagem aérea da Itapemirim, por exemplo, situação em que estará com um problema  imposto por uma empresa estelionatária, autorizada, há poucos meses, pelo governo federal para operar. A preocupante realidade é que estamos todos sujeitos a cair em golpes, não só de passagens de avião, mas, também, nas reservas de hotéis que, às vezes, nem existem ou não atendem às descrições oferecidas no site, além das inúmeras e variadas tentativas por telefone ou internet.  

Na realidade, a maioria das pessoas e famílias não costuma planejar financeiramente as férias, limitando-se a escolher para onde ir. Nesses casos, para tentar não extrapolar o orçamento, as recomendações fundamentais são:

  1. Fazer um diagnóstico da situação financeira atual: apurar do quanto pode dispor, quais as contas que já tem para pagar, quais as despesas extras – IPTU, IPVA, material escolar, etc;
  2. Reunir a família, inclusive as crianças e pessoas que integram o grupo – pais, sogros, cunhados, etc –, e conversar sobre o que será possível fazer nessas férias;
  3. Se não tiver poupado e mesmo assim optar por viajar, cuidar com o endividamento. Atentar para que as parcelas do cartão de crédito, por exemplo, caibam no orçamento do próximo ou dos próximos meses;
  4. Se estiver em situação de endividamento ou, pior ainda, de inadimplência – não ter como pagar as contas – considerar atividades e até passeios mais em conta, na própria cidade ou em locais interessantes da região. Não adianta fazer o que não pode, com o dinheiro que não tem. A satisfação será momentânea e as dívidas podem se arrastar por meses.

Por isso, planejar as férias com antecedência faz toda a diferença na hora realizar uma viagem. Poupando um valor mensal, mesmo que pequeno, é possível se programar sem desequilibrar o orçamento pessoal ou familiar. Mas, isso é assunto para um próximo artigo.

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