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LOGÍSTICA

VÍDEO: navios com mais de 330 metros atracam no porto de Rio Grande

Navio de contêineres Ever Laurel, com 335 metros de comprimento, atracou no Porto de Rio Grande na semana passada

O Porto de Rio Grande é uma das principais vias de contato comercial do Rio Grande do Sul, do Brasil e da América do Sul com o mundo. É pelo Tecon Rio Grande, empresa do grupo Wilson Sons, terminal de contêineres que opera as principais linhas marítimas que ligam o País a todos os continentes, que é embarcado, por exemplo, grande parte do tabaco colhido na região Sul do Brasil, o que inclui a produção industrial de Santa Cruz do Sul e do Vale do Rio Pardo.

A proeminência de Rio Grande e de sua moderna estrutura pôde ser medida uma vez mais na semana passada, quando o porto recebeu um dos gigantes dos mares, um colosso capaz de magnetizar as atenções por onde quer que passe. Trata-se do moderníssimo navio de contêineres Ever Laurel, construído em 2012, do armador chinês Evergreen, que navega sob bandeira de Singapura e tem impressionantes 335 metros de comprimento e 45,8 metros de largura.

Ele ingressou em Rio Grande no dia 9 de junho, terça-feira, e exigiu uma logística toda específica de atracação, diante da amplitude de suas manobras. Tem capacidade de carregamento de até 8.000 TEUs (unidade padrão de contêineres, equivalente a um contêiner de 20 pés) e possui calado de navegação de 9,7 metros, sendo o primeiro navio da companhia com 335 metros a navegar no Brasil. A embarcação ficou no porto até sexta-feira, dia 12, quando seguiu com destino a Buenos Aires.


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Conforme o diretor comercial do Tecon Rio Grande, o santa-cruzense Renê Wlach, 56 anos, o Ever Laurel foi o terceiro navio com mais de 300 metros de comprimento que o porto recebeu em junho. No começo do mês, o Tecon já havia recebido o Mol Beauty, do armador One, originário de Hong Kong, com capacidade de 10.000 TEUs, com 337 metros de comprimento e 48 metros de largura; e o gigante Kota Pemimpin, que navega sob bandeira de Hong Kong.

E o desfile de grandalhões não deve parar por aí. Uma vez que a infraestrutura está criada para que esses gigantes dos mares atraquem em Rio Grande, o porto está habilitado a receber também a próxima geração de navios, que medem estonteantes 366 metros, como salienta Wlach.

E o diretor superintendente do Porto, o administrador Fernando Estima, reforça que Rio Grande hoje se situa entre os melhores portos do Brasil e também do mundo. É um diferencial de competitividade que assegura aos produtos do Rio Grande do Sul e do Sul do País excelentes condições de se inserirem em todos os mercados mundiais, e, em sentido contrário, de se abastecerem com as matérias-primas e os insumos indispensáveis às suas operações.

Desde 2012, o porto de Rio Grande já operou 274 embarcações do porte do Ever Laurel, beneficiando-se da condição do amplo canal de acesso com 18 metros de profundidade externa e 16 metros internos, possibilitando a manobra e a atracação dos meganavios. A Wilson Sons é o maior operador integrado de logística portuária e marítima do mercado brasileiro, e atua há mais de 180 anos.

O Ever Laurel visto de cima

Conexão com o mundo, e com o interior

O diretor superintendente do Porto de Rio Grande, Fernando Estima, frisa que a gradativa entrada em operação de grandes navios de contêineres no Tecon é reflexo dos investimentos que têm sido realizados, com a União e o governo do Estado. O porto aplicou em torno de R$ 500 milhões em dragagem e reposicionamento para receber navios dos mais diversos portes.

Estima lembra que o aumento da capacidade de carga de uma embarcação significa competitividade estendida a todos os elos das cadeias produtivas no Estado. Como nos demais setores, à medida em que a capacidade de carga aumenta, diluem-se os custos no transporte. Isso significa que os setores produtivos exportadores do Estado e do sul do Brasil passam a ser mais competitivos em relação a outras regiões.

“Tem-se assim o casamento da logística de transporte marítimo com a produtividade dos setores no Estado”, assinala. “Não adianta o produtor ter o melhor trator, usar o melhor fertilizante e a melhor tecnologia, obter a maior produção por área e máxima qualidade se na hora de escoar o custo, o preço, não é competitivo e elimina todo o esforço realizado anteriormente. Por isso, os investimentos em Rio Grande são tão importantes”. Estima cita que o PIB gaúcho hoje é calculado em US$ 130 bilhões, e que pelo Porto de Rio Grande são movimentados nada menos do que US$ 30 bilhões, quase a terça parte de tudo o que o Estado produz ou gera.

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E Estima observa que o Porto não está preocupado apenas com seu papel no escoamento dos produtos gaúchos e brasileiros para o mundo, mas igualmente em promover a interiorização de seus serviços para as diversas regiões do Estado. A navegação pelo interior, até os portos públicos de Pelotas e de Porto Alegre, bem como até os 11 portos privados de diversas cidades gaúchas, tem sido uma prioridade. Destes, navios e barcaças levam a produção (grãos, como soja, arroz e milho; ou celulose) até Rio Grande, e na viagem de volta carregam insumos, fertilizantes e outros produtos aos portos do interior.

Ao mesmo tempo, a soja tem sido encaminhada por barcaças a Rio Grande, onde é esmagada, e no retorno a mesma barcaça leva o biocombustível para o interior, numa logística reversa perfeita. “Com isso, buscamos integrar ao máximo os modais, e tornar mais presente o uso do modal hidroviário, que se casa com o rodoviário a partir dos portos do interior. Ou seja, já não será necessário que todo o escoamento ocorra por caminhões pela longa distância até o porto de Rio Grande.”

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