Quem tem como rotina andar todo dia pelas ruas da sua cidade, como é o caso pessoal, sempre tem muito a observar, considerar e também sonhar no decurso das caminhadas. Tais sonhos, ou devaneios, alimentam-se de realidades já positivas vivenciadas e levam a compartilhar sentimentos e expectativas de que se pode seguir sempre mais adiante na linha do que já se mostra tão acolhedor e humano.
Nesta direção, torna-se um privilégio (e orgulho como santa-cruzense) poder passar por caminhos como a pista coberta e arborizada de arroio na Avenida Imigrante (pensando que ficaria ainda melhor com mais lixeiras, que, na verdade, faltam mais em tantos outros lugares, para ajudar a sonhar com um chão livre do lixo); pela área revitalizada na Rua Principal, com a beleza e sombra das tipuanas (onde se lembra já a necessidade de manutenção de partes do pavimento e entornos), e pelo Parque da Oktober, que ainda mantém boa cobertura vegetal e recebe atenção (mas não se pode esquecer uma boa recuperação das pinturas de prédios).
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O mesmo prazer se tem em percorrer outros espaços e ruas, que trazem mais inspirações. Ao passar pela nobre e elevada área central do Daer, vem à mente o que poderia ser feito ali com a transferência já anunciada à Prefeitura. Pessoas próximas falam em enquete e até adiantam palpites, como de que haveria possibilidade de se fazer ali (e não em praça) o tão falado estacionamento subterrâneo central, sem comprometer a vegetação, além de aproveitar a superfície para esse fim, ao lado de outros projetos, como um grande anfiteatro coberto para eventos públicos de maior envergadura, por exemplo, ainda são absorvidos pelas demais opções locais.
Já ao topar com muitos pontos onde se suprimiu árvores nas ruas, vê-se algumas reposições pontuais, mas ainda há muito a ser feito para fazer jus à tradição diferencial e elogiada de cidade bem arborizada. Aqui vem à lembrança um recente e dedicado levantamento feito e divulgado por grupo de senhoras, que incluía a proposta de utilizar para tal finalidade a oficial árvore-símbolo do Município, a extremosa, sobre o que, no entanto, não se falou mais.
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E, assim, ao se deparar, sempre admirado, com as nossas edificações-símbolo, como a Catedral e a Igreja Evangélica, entre outras obras antigas e com beleza diferenciada, como a Casa das Artes, Casa de Cultura Francisco Frantz, primeiras sedes da Cooperativa Santa-cruzense (depois banco) e da Caixa Rural (atual Sicredi) no Centro, renova-se a relevância de gestos de preservação que se mantém e necessitam ser sempre reforçados.
Ainda, ao se percorrer calçadas e vias mais bem cuidadas, surgem esperanças para outras tantas que carecem de melhor atenção, a exemplo das que sofrem intervenção das obras de água e esgoto. O mesmo ocorre ao se encontrar muitos pedestres e motoristas conscientes do respeito aos outros, enquanto tantos ainda precisam melhorar suas relações com as pessoas e as máquinas, para uma melhor convivência.
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O caminhar permite perceber esses e tantos aspectos da vida em nossa comunidade, a partir da relação mais próxima com as pessoas e o ambiente onde estamos inseridos. Entre os sonhos e utopias que vêm à mente e ao espírito, sem dúvida está o de que mais gente se desse tempo e tivesse despojamento para andar com mais vagar, porque já se teve muita pressa, com mais sorriso, pois já se chorou muito, e ser “mais feliz, quem sabe”, como diz a música Tocando em frente (de Almir Sater/Renato Teixeira).
Cada um compõe sua própria história e carrega o dom de ser capaz, de ser feliz, reitera a canção, enquanto nos inspira a divagar que cabe a um de nós tomar tais decisões e transformar pensamentos em ação.
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