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GILBERTO JASPER

Rir pra não chorar

“O Brasil não é para amadores.” A frase soa mais atual do que nunca. Outra, que se assemelha à realidade atual, poderia ser “No Brasil, o fundo do poço tem uma quantidade infindável de subsolos”. Quando a gente vai dormir à noite, já conformado com o festival de barbaridades vistas e ouvidas, oriundas de Brasília, acorda-se na manhã seguinte com notícias ainda mais devastadoras.

O festival de escândalos, desvios e falcatruas confirma que vivemos num país onde a criatividade é única mundo afora. Uma pena que esse “talento” seja empregado para golpes, onde a tecnologia – que deveria ser uma “ferramenta do bem” – serve de alavanca para enganar os incautos que adoram clicar em qualquer link que aparece principalmente no WhatsApp. Graças a isso, é possível, de dentro de um presídio de segurança máxima, orquestrar armações turbinadas pela inteligência artificial.

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Sequer chegamos à metade do ano e já colecionamos casos que, em países desenvolvidos, teriam inviabilizado o sistema político e administrativo. Tivemos o roubo dos pobres aposentados do INSS que, segundo cálculos modestos, movimentou ao menos R$ 6,5 bilhões. É dinheiro friamente surrupiado, sem dó nem piedade, com requintes de crueldade contra aqueles que sobrevivem em condições sub-humanas.

Apesar de todo alarme, o assunto caiu no esquecimento, graças às manobras para arrefecer os ânimos de uma CPI do Congresso Nacional. O filho e o irmão do presidente foram personagens citados com frequência, mas “por acaso” as investigações não seguiram.

Tivemos ainda o caso do Banco Master que arrastou políticos de todos os partidos e ideologias para a lama. Daniel Vorcaro, o queridinho dos poderosos, virou praga. Hoje, todos negam ter compartilhado de suas festas regadas a uísque caro, mulheres maravilhosas e generosas mesadas. Nem a Rede Globo, que faturou bilhões no Programa do Huck. Graças à Polícia Federal e ao STF, os “amigos do rei” que transitam pelo Palácio do Planalto não aparecem nas operações cinematográficas, manchete frequente do Jornal Nacional.

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O milionário contrato da mulher do ministro Alexandre de Moraes e as relações de Flávio Bolsonaro não têm a mesma importância para serem investigados a fundo. Pesos e medidas se alteram, dependendo dos personagens envolvidos. Aqui, ministros da mais alta corte, que deveriam zelar pela ética, transparência e imparcialidade, defendem interesses particulares. Acuados, calam redes sociais, prendem comunicadores e impõem tornozeleiras. 

O festival de absurdos se completa com a disputa da Copa do Mundo e a realização de eleições. São anestésicos que jogarão na lata do lixo do esquecimento mais essa série de roubos e falcatruas fruto da corrupção. Este é o nosso Brasil.

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